Questão FC601760
Sobre a prerrogativa de requisição à luz do entendimento do STF, assinale a alternativa INCORRETA.
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Constitucional
FUNDATEC · 2025
Sobre a prerrogativa de requisição à luz do entendimento do STF, assinale a alternativa INCORRETA.
- A Corte reconheceu a constitucionalidade do poder de requisição, por se tratar de um pedido e não uma ordem.
- É constitucional lei complementar estadual que, desde que observados os parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade, confere à Defensoria Pública a prerrogativa de requisitar, de quaisquer autoridades públicas e de seus agentes, certidões, exames, perícias, vistorias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e demais providências necessárias ao exercício de suas atribuições.
- É formalmente inconstitucional a previsão, em lei complementar estadual da Defensoria Pública, do poder de requisição de instauração de inquérito policial.
- O poder ou prerrogativa de requisição atende aos parâmetros de adequação, razoabilidade e proporcionalidade e tem por finalidade garantir o exercício efetivo das funções constitucionais da instituição.
- O STF entendeu pela aplicação da Teoria dos Poderes Implícitos (inherent powers) com o reconhecimento de competências genéricas implícitas à Defensoria Pública que permitam o pleno e efetivo exercício de sua missão constitucional, ressalvados os elementos de informação que dependam de autorização judicial.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A afirmativa sustenta que a prerrogativa de requisição seria apenas um pedido, o que está incorreto segundo o STF. Na jurisprudência recente (por exemplo, ADI 6.852/DF), o Supremo entendeu que a prerrogativa de requisição fornece condições materiais ao exercício da Defensoria e atua como um mandamento vinculante, não se reduzindo a mera solicitação.
O fundamento é funcional: a requisição visa garantir o acesso à justiça e a efetividade da assistência jurídica integral e efetiva, observando os princípios de adequação, razoabilidade e proporcionalidade. Ademais, o STF aplicou a teoria dos poderes implícitos para reconhecer competências necessárias ao cumprimento da missão institucional, ressalvando informações que dependam de autorização judicial.
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