Questão FC601819
Assinale a alternativa correta:
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Constitucional
FGV · 2025
Assinale a alternativa correta:
- Em atenção à segurança jurídica e à confiança legítima, os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. Considerando o art. 37, § 5º, da Constituição Federal, é imprescritível a pretensão de ressarcimento ao erário fundada em decisão de Tribunal de Contas.
- É constitucional a promulgação, pelo Chefe do Poder Executivo, de parte incontroversa de projeto da lei que não foi vetada, antes da manifestação do Poder Legislativo pela manutenção ou pela rejeição do veto, inexistindo vício de inconstitucionalidade dessa parte inicialmente publicada pela ausência de promulgação da derrubada dos vetos.
- Foi recepcionada pelo art. 142, § 3º, X, da Constituição de 1988, a delegação normativa contida na expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica” do art. 10 da Lei 6.880/1980, razão pela qual são válidos os atos normativos infralegais que venham a definir requisitos para ingresso nas Forças Armadas (notadamente idade mínima e máxima).
- Em razão do previsto no art. 2º da Emenda Constitucional nº 32/2001, as medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação dessa emenda ainda continuam em vigor, salvo as revogadas explicitamente ou deliberadas definitivamente pelo Congresso Nacional. Contudo, o art. 20 da Emenda Constitucional nº 132/2023 determinou que medidas provisórias nessas condições sejam analisadas pelo Congresso Nacional em vinte e quatro meses (contados da publicação dessa nova emenda), sob pena de cessação de eficácia quando vencido esse prazo, exceto as que forem prorrogadas por ato declaratório expresso do mesmo Congresso.
- Segundo o Tema 686/STF, há reserva de iniciativa do Chefe do Poder Executivo para edição de regras que alterem o padrão remuneratório dos servidores públicos, ao mesmo tempo em que são aceitas emendas parlamentares que impliquem aumento de despesa nesses projetos de lei, limitadas a 30% (trinta) do gasto previsto inicialmente pelo Chefe do Executivo (art. 61, § 1º, II, “a”, e art. 63, I, ambos da Constituição Federal).
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Gabarito
B
Comentário do professor
Enunciado: É constitucional a promulgação, pelo Chefe do Poder Executivo, da parte incontroversa de projeto parcialmente vetado antes da manifestação do Poder Legislativo sobre a manutenção ou rejeição do veto. (Tema 595/STF)
Na hipótese de veto parcial, o projeto se fragmenta em duas parcelas: a parcela não vetada está apta a produzir efeitos e a parcela vetada aguarda apreciação legislativa.
A promulgação dessa parte incontroversa pelo Executivo visa preservar a segurança jurídica e a eficácia imediata de normas que não foram objeto de impugnação, evitando paralisação normativa.
Isso não fere a separação de poderes, pois a promulgação não substitui nem impede a deliberação do Legislativo sobre o veto; a parte vetada seguirá seu trâmite normal.
Portanto, a publicação inicial da parte não vetada é constitucional e não há vício por ausência de promulgação da eventual derrubada dos vetos.
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