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Questão FC604318

Quanto ao inquérito policial militar, pode-se afirmar que:

Do Inquérito Policial Militar (arts. 9º a 28 do CPPM)

CPCON UEPB · 2004

 Quanto ao inquérito policial militar, pode-se afirmar que:

  1. O inquérito deve terminar no prazo de quinze dias se o indiciado estiver preso, contado esse prazo do dia em que se executar a ordem de prisão ou no prazo de trinta dias , quando o indiciado estiver solto, a partir da data em que se restaurou a prisão.
  2. A designação de escrivão para o inquérito, caberá ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu delegação para aquele fim, recaindo em primeiro-tenente se o indiciado for oficial e em segundo tenente ou suboficial , nos demais casos.
  3. Tendo o infrator posto superior ou igual ao do comandante, diretor ou chefe de órgão ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição militar haja ocorrido a infração penal , será feita a comunicação do fato à autoridade superior competente para que esta torne efetiva a delegação, devendo esta recair em oficial de posto superior ao do indiciado, seja este oficial da reserva remunerada ou não, ou reformado.
  4. Para verificar a possibilidade de haver sido a infração praticada de determinado modo, o encarregado do inquérito deverá proceder à reprodução simulada dos fatos, mesmo que esta contrarie a moralidade da ordem pública e atente contra a hierarquia ou a disciplina militar.
  5. O encarregado do inquérito poderá manter incomunicável o indiciado que estiver legalmente preso, por cinco dias no máximo.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Quando o infrator é de posto igual ou superior ao do comandante, diretor ou chefe do serviço onde ocorreu a infração, a situação exige que se faça a comunicação à autoridade superior competente, para que esta torne efetiva a delegação da instauração do inquérito.
Essa delegação deve recair em oficial de posto superior ao do indiciado, podendo ser este oficial da ativa, da reserva (remunerada ou não) ou reformado.

O objetivo é garantir imparcialidade e preservar a hierarquia, evitando que um inferior apure um superior, o que poderia comprometer a isenção e a autoridade do procedimento.
Na prática, significa que a investigação não será conduzida por oficial de igual ou menor posto, e sim por alguém hierarquicamente superior, conforme previsão legal (CPPMP).

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