Questão FC60915
Julia, nascida em 22 de maio de 2000, não mais aguentando o comportamento de sua prima, Renata, que constantemente a vinha ofendendo, resolve por fim àquele comportamento. Para iss
Lei Penal
FGV · 2018
Com base nas informações expostas, o Promotor de Justiça Criminal, em relação ao resultado morte, deverá:
- reconhecer que a atribuição é da Promotoria da Infância e Juventude infracional, pois o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para definir momento do crime;
- reconhecer que a atribuição é da Promotoria da Infância e Juventude infracional, pois o Código Penal adota a teoria da Atividade para definir o momento do crime;
- oferecer denúncia em face de Julia, pois o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para definir o momento do crime;
- oferecer denúncia em face de Julia, pois o Código Penal adota a Teoria do Resultado para definir o momento do crime;
- oferecer denúncia em face de Julia, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o momento do crime.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Alternativa correta: A alternativa B está correta, pois, segundo o Código Penal Brasileiro, a teoria da atividade é a que regula o momento do crime. Essa teoria estabelece que o crime se considera consumado no momento da ação ou omissão do agente, independentemente do resultado. No caso narrado, Júlia cometeu o ato de atropelar Renata (a ação) no dia 21 de maio de 2018, portanto, a atribuição do fato deve ser analisada sob a perspectiva da Promotoria da Infância e Juventude, uma vez que Júlia tinha apenas 17 anos na época do ato, o que a torna inimputável e sujeita às disposições da Lei da Infância e Juventude (Lei 8.069/1990).
Alternativas incorretas:
A: Esta alternativa está incorreta porque, embora mencione a Teoria da Ubiquidade, que considera tanto o ato quanto o resultado para a definição do momento do crime, a questão é que a atribuição se dá pela idade de Júlia, que a coloca sob a responsabilidade da Promotoria da Infância e Juventude, não pela teoria em si.
C: A alternativa C está errada, pois afirma que a Promotoria deve oferecer denúncia com base na Teoria da Ubiquidade. Embora essa teoria considere o momento do crime como a prática do ato, a idade de Júlia a remete à Promotoria da Infância e Juventude, e não à Promotoria Criminal.
D: A alternativa D é incorreta porque alega que se deve oferecer denúncia com base na Teoria do Resultado. Esta teoria foca no resultado do ato, que foi a morte de Renata, mas a análise deve ser feita considerando a idade de Júlia, que a exclui da responsabilidade criminal plena.
E: A alternativa E está errada ao afirmar que a Promotoria deve oferecer denúncia com base na Teoria da Atividade. Embora essa teoria seja a que define o momento do crime como o ato praticado, a questão central é que, devido à idade de Júlia, a responsabilidade pelo ato deve ser tratada pela Promotoria da Infância e Juventude, e não pela Promotoria Criminal.
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