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Questão FC609962

Maria, Joana e Andrea realizaram um debate em relação à possível existência de mecanismos não convencionais de proteção dos Direitos Humanos no plano do Direito Internacional Públi

Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos

FGV · 2025

Maria, Joana e Andrea realizaram um debate em relação à possível existência de mecanismos não convencionais de proteção dos Direitos Humanos no plano do Direito Internacional Público, que poderiam acarretar consequências diretas para o Estado de Direito responsável por violações a esses direitos.

 

Maria afirmou que o reconhecimento da soberania estatal é a base de desenvolvimento do Direito Internacional Público, logo, a existência dos referidos mecanismos seria uma contradictio in terminis.

 

Joana defendeu que violações massivas a esses direitos poderiam acarretar, no extremo, o uso da força pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

Andrea, por fim, defendeu que os mecanismos não convencionais existem e são operativos, mas devem observar o requisito da exaustão das vias internas.

 

Em relação às assertivas de Maria, Joana e Andrea concluiu-se, corretamente, que

  1. todas estão certas.
  2. apenas Maria está certa.
  3. apenas Joana está certa.
  4. apenas Maria e Andrea estão certas.
  5. apenas Joana e Andrea estão certas.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Joana está correta porque o Direito Internacional autoriza, em situações extremas de violações massivas de direitos humanos, a adoção de medidas coercitivas coletivas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Nos termos da Carta da ONU (Capítulo VII), o Conselho pode identificar uma ameaça à paz e adotar medidas não militares; se estas forem insuficientes, o Artigo 42 confere competência para empregar forças aéreas, navais ou terrestres, isto é, autorizar o uso da força para restaurar ou manter a paz e a segurança internacionais.

Essa atuação encontra respaldo normativo e político contemporâneo, como na doutrina da Responsabilidade de Proteger (R2P), que legitima intervenção coletiva diante de genocídio, crimes contra a humanidade, limpeza étnica e crimes de guerra.

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