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Questão FC609965

Considerando os princípios que regem a interpretação dos Direitos Humanos no sistema jurídico brasileiro e internacional e a coexistência entre normas internas e convencionais, ass

Fontes, Classificação e Princípios dos Direitos Humanos Internacionais

FGV · 2025

Considerando os princípios que regem a interpretação dos Direitos Humanos no sistema jurídico brasileiro e internacional e a coexistência entre normas internas e convencionais, assinale a opção correta.

  1. A prevalência do direito internacional impõe a aplicação da lex posterior derogat priori, de modo que a norma mais recente – interna ou convencional – resolve o conflito por critério estritamente cronológico.
  2. Normas internas, que já tenham sido submetidas ao duplo crivo de constitucionalidade e convencionalidade, tornam-se imunes a afastamento judicial, ainda que tratado superveniente ofereça proteção mais ampla, à luz da doutrina da margem de apreciação (margin of appreciation).
  3. Em razão do critério de lex superior, apenas tratados aprovados pelo rito do Art. 5o, §3o, da CF, podem operar como parâmetro para densificar direitos e ampliar a proteção conferida por lei interna.
  4. O intérprete deve aplicar a norma mais protetiva à pessoa humana, seja ela de origem interna ou internacional, em conformidade com o princípio pro homine.
  5. A jurisprudência da Corte Interamericana sobre a CADH vincula todos os Estados-parte como res judicata, independentemente de participação no caso específico.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Pro homine é o critério que orienta a interpretação das normas de direitos humanos, determinando que, diante de conflitos ou dúvidas, se aplique a norma mais protetiva da pessoa humana.

Isso vale tanto para regras de origem interna quanto internacional: o intérprete deve escolher a solução que amplie a proteção dos direitos fundamentais e reduza restrições indevidas.

Na prática, aplica-se interpretação sistemática e teleológica para favorecer a proteção humana, privilegiando a eficácia real dos direitos sobre leituras restritivas.

O princípio também exige coerência com os compromissos internacionais do Estado e evita relativizar garantias sob pretextos formais.

Portanto, a alternativa expressa corretamente a obrigação de adotar a norma que mais favoreça a pessoa humana em situações de confronto normativo.

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