Questão FC610046
Diante da contraposição entre o modelo (conceito) social e o modelo (conceito) médico da deficiência, é correto afirmar que
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CEFETBAHIA · 2025
Diante da contraposição entre o modelo (conceito) social e o modelo (conceito) médico da deficiência, é correto afirmar que
- a perspectiva médica (modelo/conceito médico) da deficiência, ao isolar a deficiência do contexto social e reduzi-la a um problema do corpo, negligencia o papel das estruturas sociais excludentes e da falta de acessibilidade, que são vistas como os principais determinantes da marginalização da pessoa com deficiência.
- tanto o modelo social quanto o médico reconhecem a deficiência como uma falha individual e biológica. Mas o modelo social tem como foco principal, a adaptação do indivíduo às estruturas sociais existentes, para minorar as desvantagens experenciadas.
- o modelo social, ao defender a plena autonomia e participação das pessoas com deficiência, propõe a “medicalização”, tratamentos e demais intervenções médicas a todas as deficiências, como forma de restaurar a integridade do corpo e integrá-lo à sociedade de forma homogênea.
- a superação da deficiência, nos moldes do modelo social, estaria na busca por tratamentos médicos financiados por toda a sociedade por meio do Estado, que visem a “cura” da condição individual, promovendo, por conseguinte, a reinserção do indivíduo na sociedade como “normal”.
- a perspectiva social (modelo/conceito social) da deficiência pressupõe que a condição física, sensorial ou intelectual da pessoa se caracteriza como obstáculo para sua integração social, cabendo à pessoa com deficiência adaptar-se às condições existentes, e assim, logrando sua inserção social.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Modelo médico entende a deficiência como problema individual do corpo, focalizando diagnóstico, tratamento e reabilitação. Ao fazer isso, a condição é isolada do ambiente social e das relações que a tornam limitante.
Essa visão tende a responsabilizar a pessoa com deficiência pela sua incapacidade de participar plenamente, subestimando o papel das barreiras sociais e da falta de acessibilidade na sua exclusão.
O resultado prático é a priorização de soluções biomédicas e a ocultação de falhas estruturais, como infraestrutura inadequada, preconceito institucional e políticas públicas insuficientes.
Por isso a alternativa destaca corretamente que a perspectiva médica negligencia determinantes sociais essenciais para compreender e enfrentar a marginalização da pessoa com deficiência.
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