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Questão FC642278

Um Deputado estadual apresentou uma proposta de emenda à Constituição Estadual (PEC) com o seguinte teor: “O art. XX da Constituição Estadual passa a vigorar com a seguinte redação

Da Organização do Estado (arts. 18 a 43 da CF/1988)

FGV · 2026

Um Deputado estadual apresentou uma proposta de emenda à Constituição Estadual (PEC) com o seguinte teor:

 

“O art. XX da Constituição Estadual passa a vigorar com a seguinte redação:

 

Art. XX A divulgação feita por autoridade de ato, programa, obra ou serviço públicos de sua iniciativa, incluídos os decorrentes de emendas à lei orçamentária anual, não caracteriza promoção pessoal, quando atenda os critérios previstos em norma interna de cada poder.”

 

A PEC foi discutida e aprovada por unanimidade pela Casa Legislativa Estadual.

 

Considerando os princípios constitucionais informadores da administração pública, é correto afirmar que a referida PEC pode ser considerada

  1. Constitucional, pois as propostas de emenda constitucional que tratam sobre administração pública não possuem iniciativa legislativa reservada ao Chefe do Poder Executivo.
  2. Inconstitucional, pois a norma constitucional parâmetro (art. 37, § 1o da CRFB/88) não admite flexibilização por norma infraconstitucional ou regulamentar.
  3. Constitucional, sendo vedado ao Poder Executivo editar ato regulamentador aplicável, na hipótese e indistintamente, a todos os Poderes e Órgãos estaduais autônomos.
  4. Inconstitucional, tendo em vista que não se pode conferir a cada um dos poderes a autorização para editar atos normativos que tratem sobre organização a funcionamento da administração pública
  5. Constitucional, pois a norma parâmetro prevista na CRFB/88 é de eficácia limitada, admitindo limitações por normas infraconstitucionais.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A proposta é inconstitucional porque confronta diretamente o conteúdo do art. 37, §1º da CF, que disciplina a publicidade estatal: só é admitida para finalidades educativa, informativa ou de orientação social, vedando a promoção pessoal por meio de recursos públicos.

Essa regra tem caráter constitucional e não pode ser flexibilizada por norma infraconstitucional, interna de Poder ou mesmo por emenda à Constituição estadual, sob pena de esvaziar o controle sobre o uso da máquina pública.

Ao permitir que cada Poder legitime, por regulamento interno, exceções à vedação, a PEC viola os princípios da impessoalidade, da finalidade e da probidade, autorizando desvio de finalidade e uso promocional de recursos públicos.

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