Questão FC65416
Francisco, que tomou posse como Deputado Federal, a fim de exercer livremente o seu mandato como representante do povo, consultou advogado para se informar das prerrogativas e imun
Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135 da CF/1988)
FGV · 2021
Sobre o tema, é correto afirmar que:
- a manifestação oral imune à censura penal e cível deve ter sido praticada pelo congressista, ainda que alheia ao exercício do seu mandato e fora do parlamento e, por essa razão, a imunidade parlamentar não se estende ao suplente de Francisco;
- as imunidades formais garantem a Francisco não ser preso, salvo a prisão civil ou a prisão em flagrante por crime inafiançável, desde que haja anuência da Câmara de Deputados, por voto da maioria dos seus integrantes, também não sendo autorizada a prisão decorrente de sentença judicial transitada em julgado;
- a prerrogativa de foro de Francisco se limita aos crimes cometidos no exercício do cargo e em razão dele, e a jurisdição do Supremo Tribunal Federal se perpetua caso tenha havido o encerramento da instrução processual antes da extinção do mandato;
- o Supremo Tribunal Federal é o Tribunal competente para processar e julgar Francisco e a competência abrange todas as modalidades de infrações penais, estendendo-se aos delitos eleitorais. Entretanto, o foro por prerrogativa de função de Francisco não prevalece sobre a competência do júri;
- as imunidades de Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois quintos dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados dentro do recinto do Congresso Nacional que sejam incompatíveis com a execução da medida.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa está correta porque a prerrogativa de foro dos parlamentares alcança apenas os crimes cometidos no exercício do cargo e em razão dele, isto é, atos vinculados às funções parlamentares, não abrangendo ilícitos alheios ao mandato.
Além disso, a competência do Supremo Tribunal Federal se mantém quando houve o encerramento da instrução processual antes da extinção do mandato, preservando a continuidade do procedimento no STF mesmo com a perda do cargo, por razões de segurança jurídica e de proteção ao desenvolvimento regular da investigação e do processo.
Essa solução decorre da interpretação jurisprudencial consolidada sobre foro por prerrogativa.
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