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Questão FC65532

Em tema de controle da administração pública, no exercício do controle interno, pode rever seus próprios atos, anulando-os quando eivados de vícios que os tornam ilegais ou revogan

Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135 da CF/1988)

FGV · 2023

Em tema de controle da administração pública, no exercício do controle interno, pode rever seus próprios atos, anulando-os quando eivados de vícios que os tornam ilegais ou revogando-os, por motivo de conveniência ou oportunidade.
Além do controle Interno o ordenamento jurídico prevê também a figura do controle externo, que, nos termos do artigo 70 e 71 da Constituição da República, é exercido pelo Poder Legislativo, com auxilio dos Tribunais de Contas.
Nesse contexto, em matéria de controle legislativo, assinale a afirmativa correta.
  1. O controle Interno se sobrepõe ao controle externo, de forma que, uma vez solucionado o problema no âmbito da própria administração, o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas ficam impedidos de atuar, sob pena violação do princípio da separação dos poderes.
  2. O controle externo se sobrepõe ao controle interno, podendo o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas determinar a revogação e a anulação de atos e contratos, sob pena de cassação dos direitos políticos e responsabilização solidária do gestor público responsável.
  3. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidária.
  4. O controle externo é exercido com auxílio dos Tribunais de Contas, órgãos do Poder Judiciário que realizam julgamento das contas dos chefes do poder executivo e dos demais gestores públicos.
  5. O controle externo exercido pelos Tribunais de Contas se limita aos critérios de legalidade, oportunidade e conveniência, não abarcando critérios de legitimidade, por ausência de previsão legal.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa afirma que os agentes do controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, devem comunicar o Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidária.

Isso decorre de previsão constitucional e da função de cooperação entre controle interno e externo: o primeiro fiscaliza internamente e, ao identificar problemas, tem o dever de informar o órgão de controle externo para que este exerça sua atribuição técnica e ampla.

A obrigação evita omissão ou acobertamento, permite a apuração e a tomada de medidas corretivas e sancionatórias, e implica que a omissão do responsável interno pode torná‑lo corresponsável pelas consequências da irregularidade.

Por simetria, a regra aplica‑se aos controles internos dos entes subnacionais, devendo a comunicação ser feita ao respectivo Tribunal de Contas.

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