Questão FC65742
Após ampla movimentação política, que congregou todos os partidos políticos com representação na Assembleia Legislativa do Estado Alfa, a partir de projeto apresentado pelo Preside
Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135 da CF/1988)
FGV · 2023
De acordo com esse diploma normativo, o Tribunal de Justiça do Estado Alfa passaria a ter competência para processar e julgar originariamente, em sede de mandado de segurança e mandado de injunção, ações e omissões atribuídas às autoridades que indicou.
O Governador do Estado, cujo veto fora derrubado, solicitou que a Procuradoria-Geral do Estado analisasse a compatibilidade formal da Lei estadual nº X com a CRFB/88, sendo-lhe corretamente respondido que esse diploma normativo
- não apresenta qualquer vício de inconstitucionalidade.
- não poderia veicular a referida matéria, que deve ser tratada na Constituição Estadual.
- apresenta apenas vício de iniciativa, já que a matéria é de iniciativa privativa do Tribunal de Justiça.
- não poderia veicular a referida matéria, que deve ser tratada em lei complementar, de iniciativa privativa do Tribunal de Justiça.
- cria hipótese de foro por prerrogativa de função não prevista na Constituição da República, sendo materialmente inconstitucional.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Alternativa correta: A alternativa B está correta porque a competência para dispor sobre a organização e as atribuições dos tribunais estaduais, incluindo a fixação de suas competências, deve estar prevista na Constituição Estadual, conforme o artigo 125 da Constituição Federal de 1988. A norma infraconstitucional não pode criar competências que não estejam claramente definidas na Constituição do Estado, sendo essa uma limitação imposta pela própria estrutura do Estado e pela necessidade de observar a hierarquia das normas.
Alternativas incorretas:
A: Esta alternativa está incorreta porque, apesar de a lei ter sido aprovada pelo processo legislativo regular, isso não significa que ela não possa apresentar vícios de inconstitucionalidade. A questão da competência deve ser analisada à luz da Constituição Estadual, que não foi considerada adequadamente na redação da lei.
C: A alternativa C é equivocada ao afirmar que a matéria é de iniciativa privativa do Tribunal de Justiça. Na verdade, a criação de competências e atribuições para o Tribunal deve ser feita pela Constituição Estadual, e não por uma lei que poderia ser proposta por outros órgãos, desde que respeitadas as normas constitucionais.
D: A alternativa D erra ao afirmar que a matéria deve ser tratada em lei complementar. Embora existam matérias que exijam lei complementar, a fixação de competências dos tribunais é uma questão que deve estar na Constituição Estadual, e não necessariamente em lei complementar, portanto, a referência a uma exigência de lei complementar é inadequada.
E: A alternativa E está incorreta porque, embora a criação de competências de foro possa ser considerada uma hipótese de foro por prerrogativa de função, o principal vício da lei está relacionado à sua inobservância da Constituição Estadual. A questão central é a inadequação da norma ao não respeitar a hierarquia e a distribuição de competências estabelecidas pela Constituição, e não necessariamente a criação de uma nova prerrogativa que não esteja prevista na Constituição Federal.
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