Questão FC686961
No que diz respeito aos princípios fundamentais, assinale a opção correta.
Dos Princípios Fundamentais da Constituição (arts. 1º a 4º da CF/1988)
QUADRIX · 2025
No que diz respeito aos princípios fundamentais, assinale a opção correta.
- A Constituição é a expressão mínima sobre os princípios fundamentais do ordenamento da denominação e dos valores no Estado.
- Uma vez que o Estado desempenha os seus atos em relação à sociedade, os princípios estruturais, os objetivos perseguidos e os limites impostos à sua atividade constituem os princípios fundamentais da ordem individual.
- A presunção de não culpabilidade não constitui princípio fundamental do Estado de direito, e isso pode ser entendido como presunção de inocência.
- Os juízes ingleses, responsáveis pela produção do direito, diferentemente dos franceses, estabeleceram, de forma mais antiga, uma relação entre o seu ofício com a tutela das liberdades, resistindo aos atos do rei que as ameaçasse. Veja‑se que, na Inglaterra, quando a luta entre o absolutismo de Stuart e o parlamento dividiu o país, um dos argumentos mais importantes era a de que ninguém – nem a coroa, nem o parlamento – estava acima do common law, e que era competência dos juízes determinar se um Act of Parliament estava em contravenção com os princípios fundamentais do direito comum.
- Além da dimensão hermenêutica, o preâmbulo da Constituição Federal possui dimensão política. São três as principais funções políticas do preâmbulo da Constituição. A primeira é a função de síntese, pois o preâmbulo sintetiza a “decisão política fundamental” do povo, chefe do Poder Executivo. Em segundo lugar, o preâmbulo exerce função de afirmação ideológica, porquanto expressa princípios fundamentais do perfil ideológico de determinado regime político. Por fim, o preâmbulo exerce uma função simbólica, que o converte em fator de integração nacional, porque revela o sentimento do povo representado pelo constituinte.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Tutela das liberdades: historicamente, os juízes ingleses associaram seu ofício à proteção das liberdades individuais, posicionando‑se contra atos do monarca que as ameaçassem.
Essa postura decorre da centralidade do common law como fonte normativa que orientava o direito na Inglaterra. Nas disputas entre a Coroa e o Parlamento, afirmou‑se que ninguém estava acima do common law.
Juízes como Sir Edward Coke sustentaram a competência judicial para confrontar atos legislativos que contrariassem princípios fundamentais. O exemplo clássico é o Bonham's Case, que reconheceu a possibilidade de declarar nulos atos incompatíveis com o direito comum.
Essa tradição constitui antecedente da ideia de revisão judicial e da função dos magistrados como garantidores das liberdades frente aos outros poderes.
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