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Questão FC687439

Gabriela é médica e foi chamada à administração para justificar intubação em paciente atendido no departamento de emergência sem autorização deste ou dos seus familiares. Em sua de

Legislação Profissional de Medicina (CFM e CRM)

QUADRIX · 2025

Gabriela é médica e foi chamada à administração para justificar intubação em paciente atendido no departamento de emergência sem autorização deste ou dos seus familiares. Em sua defesa, a médica relatou acerca da gravidade do paciente no momento do atendimento e do risco de desfecho desfavorável.

 

Com base nessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta o artigo do Código de Ética Médica no qual Gabriela está embasada.

  1. tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá‑lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto
  2. deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre a sua pessoa ou o seu bem‑estar, bem como exercer sua autoridade para limitá‑lo
  3. deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê‑lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte
  4. desrespeitar a integridade física e mental do paciente ou utilizar‑se de meio que possa alterar a sua personalidade ou a sua consciência em investigação policial ou de qualquer outra natureza
  5. renunciar à sua liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou imposições ao seu trabalho
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa afirma que é obrigatória a obtenção do consentimento do paciente ou seu representante após o esclarecimento sobre o procedimento, exceto no caso de risco iminente de morte. Isso justifica a conduta de Gabriela ao intubar sem autorização porque havia perigo imediato à vida.

Em situações emergenciais, o médico deve agir no melhor interesse do paciente para preservar a vida, adotando medidas necessárias mesmo sem autorização prévia. Ainda assim, a decisão precisa ser proporcional, baseada em avaliação clínica e voltada à urgência do quadro.

É obrigatório documentar no prontuário a situação clínica, as razões que motivaram a intervenção sem consentimento e as tentativas de comunicação com familiares. Após estabilização, o profissional deve informar e esclarecer os responsáveis sobre o procedimento realizado.

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