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Questão FC73130

Jonas, ocupante de um cargo em comissão no âmbito de uma empresa pública, agindo com dolo, apropriou-se, em proveito próprio, de determinado computador portátil de alta complexidad

Dos Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359 H do CP)

FGV · 2024

Jonas, ocupante de um cargo em comissão no âmbito de uma empresa pública, agindo com dolo, apropriou-se, em proveito próprio, de determinado computador portátil de alta complexidade, pertencente à estatal, de que tinha a posse em razão do cargo ocupado. Registre-se que o bem móvel apropriado foi avaliado em R$ 100.000,00 (cem mil reais).
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Jonas responderá pelo crime de
  1. peculato, com a incidência de uma causa de aumento de pena, pois o autor é ocupante de cargo em comissão em empresa pública.
  2. corrupção passiva, com a incidência de uma causa de aumento de pena, em razão do elevado valor do bem apropriado.
  3. corrupção passiva qualificada, pois o autor é ocupante de cargo em comissão em empresa pública.
  4. peculato qualificado, em razão do elevado valor do bem apropriado.
  5. corrupção ativa qualificada, em razão do elevado valor do bem apropriado.
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Gabarito

A

Comentário do professor

GABARITO: Letra "A" Caro candidato, neste caso, é correto afirmar que Jonas incorrerá no crime de peculato próprio (modalidade apropriação), conforme prevê o art.
312 do Código Penal.
Como ocupante de cargo em comissão em uma empresa pública, ele é considerado funcionário público por equiparação, o que implica na aplicação da causa de aumento de pena de um terço, conforme disposto no art.
327, §2º do mesmo código.O artigo 312 define que o funcionário público que se apropria de bens, móveis ou valores, de que tem a posse em razão do cargo, comete o crime de peculato, cuja pena varia de dois a doze anos de reclusão, além de multa.É importante destacar alguns pontos na análise da resposta:- A qualificação de Jonas como funcionário público por equiparação. - O dolo, que é o elemento subjetivo do crime. - A conduta de apropriação de um bem móvel (neste caso, um computador portátil avaliado em R$ 100.000,00), que era de propriedade da empresa pública e estava em sua posse em razão do cargo.Com base nesses aspectos, conclui-se que Jonas efetivamente cometeu o crime de peculato, com a aplicação da majorante de um terço, e não se trata de uma modalidade qualificada.
É fundamental distinguir o peculato dos crimes de corrupção passiva e ativa, que possuem definições e penas específicas no Código Penal.
A corrupção passiva, prevista no art.
317, refere-se à solicitação ou recebimento de vantagem indevida por parte do funcionário público, enquanto a corrupção ativa, conforme art.
333, envolve oferecer ou prometer vantagens indevidas para influenciar a atuação do servidor.
Estudar a literalidade da lei é crucial para a compreensão e aplicação correta dos dispositivos legais.

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