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Questão FC74850

Preso em flagrante regular pela prática do crime de rufianismo, previsto no artigo 230 do Código Penal, Tício é encaminhado à Delegacia de Polícia Civil no dia 7 de fevereiro de 20

Da Prisão, das Medidas Cautelares e da Liberdade Provisória (arts. 282 a 350 do CPP)

FGV · 2012

Preso em flagrante regular pela prática do crime de rufianismo, previsto no artigo 230 do Código Penal, Tício é encaminhado à Delegacia de Polícia Civil no dia 7 de fevereiro de 2012. O delegado, ao lavrar o auto de prisão em flagrante, representa formalmente pela decretação da prisão preventiva, alegando, para tanto, que Tício havia sido previamente condenado pelo delito de homicídio doloso qualificado por motivo fútil, previsto no artigo 121, §2º, inciso I, do Código Penal, de maneira que o término da execução de sua pena se deu no dia 2 de fevereiro de 2007.
Com base no caso acima apresentado, assinale a afirmativa INCORRETA.
  1. Ao receber o auto de prisão em flagrante, poderá o juiz conceder liberdade provisória a Tício, haja vista se tratar de flagrante em razão de crime para o qual a lei comina pena máxima de quatro anos de reclusão e pelo fato de não vislumbrar a presença os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal.
  2. Ao receber o auto de prisão em flagrante, poderá o juiz relaxá‐la ao argumento de que não vislumbra a presença dos requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal, e de que Tício não ostenta a característica de reincidente, haja vista o transcurso de mais de cinco anos entre a data da prisão e o término da execução da pena privativa de liberdade.
  3. Caso entendesse pertinente, poderia o próprio delegado, após a lavratura do auto de prisão em flagrante, conceder fiança a Tício, nos termos do artigo 322 do Código de Processo Penal, haja vista o crime em questão não ter prevista pena máxima superior a quatro anos.
  4. Ao receber o auto de prisão em flagrante, poderá o juiz, em razão das características do caso concreto, e com o fito de garantir a investigação criminal, conceder liberdade provisória e impor, fundamentadamente, a necessidade do comparecimento mensal de Tício ao juízo para informar e justificar suas atividades, sob pena de decretação de prisão preventiva.
  5. Em até vinte e quatro horas após a realização da prisão, deverá o auto de prisão em flagrante ser encaminhado ao juízo competente e, na hipótese de o autuado não informar o nome de seu advogado, deverão ser encaminhadas cópias integrais para a Defensoria Pública.
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Gabarito

B

Comentário do professor

**Gabarito: (B)** Para a decretação da prisão preventiva, é imprescindível que se verifiquem os requisitos estabelecidos nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.
A prisão preventiva pode ser aplicada para garantir a ordem pública, a ordem econômica, a conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, se houver evidências da existência do crime e indícios de autoria.
A alternativa B é incorreta porque Tício já possui uma condenação anterior por crime doloso, o que se enquadra no inciso II do artigo 313.
A análise do prazo para a não prevalência dessa condenação considera o intervalo entre o cumprimento ou a extinção da pena e a nova infração.
Vamos às alternativas corretas: a) O juiz pode conceder liberdade provisória a Tício ao receber o auto de prisão em flagrante, visto que a pena máxima do crime é de quatro anos e não se vislumbra a presença dos requisitos para a prisão preventiva.
CORRETA.
O artigo 321 do CPP prevê que, na ausência dos requisitos, a liberdade provisória deve ser concedida, podendo o juiz impor medidas cautelares.
b) INCORRETA.
c) O delegado poderia conceder fiança a Tício, após a lavratura do auto de prisão em flagrante, uma vez que a pena máxima do crime não ultrapassa quatro anos.
CORRETA.
O artigo 322 do CPP permite que a fiança seja concedida em casos de infração com pena privativa de liberdade máxima de até quatro anos.
d) O juiz pode conceder liberdade provisória, impondo a necessidade de comparecimento mensal de Tício ao juízo, para garantir a investigação criminal.
CORRETA.
Conforme o artigo 282, §5º do CPP, o juiz pode estabelecer medidas cautelares que garantam a aplicação da lei penal e a investigação.
e) O auto de prisão em flagrante deve ser enviado ao juízo competente em até 24 horas, e se o autuado não informar o nome de seu advogado, cópias devem ser encaminhadas à Defensoria Pública.
CORRETA.
Esta alternativa reflete o que está disposto no §1º do artigo 306 do CPP.

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