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Questão FC76533

Determinado legitimado à deflagração do controle concentrado de constitucionalidade ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) em face da Lei estadual nº X, que não estava

Controle de Constitucionalidade

FGV · 2024

Determinado legitimado à deflagração do controle concentrado de constitucionalidade ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) em face da Lei estadual nº X, que não estava produzindo efeitos, sendo, portanto, ineficaz, o que decorria da sistemática normativa. Para tanto, utilizou como paradigma de confronto uma norma constitucional de eficácia limitada.
Ao serem solicitadas as informações de estilo, os órgãos responsáveis pela edição da Lei estadual nº X defenderam que esses dois aspectos obstavam o seu conhecimento.
Considerando o atual estágio de desenvolvimento do controle de constitucionalidade na realidade brasileira, assinale a afirmativa correta.
  1. O fato de a Lei estadual nº X ser destituída de eficácia só obstará o conhecimento da ADI se não estiver em vacatio legis.
  2. Nem a ineficácia da lei estadual nº X nem a utilização, como paradigma de confronto, de norma constitucional de eficácia limitada obstam o conhecimento da ADI.
  3. Como a norma constitucional utilizada como paradigma de confronto carece de integração pela legislação infraconstitucional, a ADI não pode ser conhecida.
  4. Somente é possível a fixação de interpretação conforme a Constituição ou a declaração de nulidade sem redução de texto, tendo a decisão eficácia diferida, para o momento em que se aperfeiçoar a eficácia da Lei estadual nº X.
  5. A ineficácia da Lei estadual nº X afasta o interesse de agir na ADI, mas a utilização de norma constitucional de eficácia limitada não configuraria óbice ao referido conhecimento, considerando os efeitos que esta última norma produz.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa aponta que não há óbice ao conhecimento da ADI quando a lei impugnada for formalmente existente, ainda que destituída de eficácia prática por questões sistêmicas. Isso decorre da distinção entre objeto e parâmetro, sendo o objeto a norma atacada e o parâmetro a norma constitucional de referência.

Para o controle concentrado basta que o ato esteja integrado ao ordenamento, não exigindo eficácia plena. Normas em vacatio legis ou sem completa eficácia material são válidas e, portanto, podem ser objeto de ADI, preservando o interesse de agir.

Além disso, normas constitucionais de eficácia limitada possuem eficácia jurídica suficiente para servir como parâmetro de controle, pois impõem deveres ao legislador e orientam a interpretação, autorizando o Supremo a conhecer e decidir a ADI.

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