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Questão FC78224

Em razão das sucessivas notícias de prática de nepotismo no âmbito dos Municípios abrangidos pelo Estado Alfa, a Constituição deste último ente federativo foi reformada para dispor

Da Organização do Estado (arts. 18 a 43 da CF/1988)

FGV · 2022

Em razão das sucessivas notícias de prática de nepotismo no âmbito dos Municípios abrangidos pelo Estado Alfa, a Constituição deste último ente federativo foi reformada para dispor que as nomeações para os cargos de direção da Administração Pública direta e indireta dos Municípios deveriam ser previamente aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado Alfa.
Irresignada com o teor dessa determinação normativa, a Associação dos Municípios do Estado Alfa consultou o seu advogado a respeito de sua compatibilidade com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente respondido que a determinação é
  1. constitucional, considerando a necessária subordinação dos Municípios aos comandos do respectivo Estado.
  2. constitucional, pois as normas da Constituição Estadual são vinculantes para o Estado e para os Municípios situados em seu território.
  3. constitucional, desde que as decisões proferidas pela Assembleia Legislativa sejam fundamentadas, de modo a afastar juízos de valor puramente políticos.
  4. inconstitucional, pois a determinação de que os atos de nomeação municipais sejam submetidos à aprovação de órgão estadual afronta a autonomia dos Municípios.
  5. inconstitucional, pois os comandos da Constituição Estadual, quaisquer que sejam eles, somente devem ser observados pelo Estado, não pelos Municípios situados em seu território.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa inconstitucional está correta porque a norma estadual impõe à Assembleia Legislativa o poder de aprovar previamente as nomeações municipais, usurpando competência inerente à gestão municipal.

O princípio da autonomia dos Municípios garante aos entes locais a organização de sua administração e a escolha de seus dirigentes sem ingerência do Estado, sob pena de violação da configuração federativa prevista na Constituição.

Além disso, submeter nomeações municipais à aprovação legislativa estadual afronta a separação de poderes, ao transferir função executiva para um órgão estadual. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido da inconstitucionalidade dessa interferência, salvo hipóteses expressas na Constituição Federal.

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