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Questão FC78348

João e Antônio, proprietários de duas importantes fazendas confinantes, localizadas em zona rural, tinham divergências quanto ao limite territorial da propriedade de cada qual. Com

Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135 da CF/1988)

FGV · 2024

João e Antônio, proprietários de duas importantes fazendas confinantes, localizadas em zona rural, tinham divergências quanto ao limite territorial da propriedade de cada qual. Como as fazendas eram muito produtivas, alterações de limites importariam em grande impacto financeiro, sendo que ambos, apesar de ricos, não aceitavam ter qualquer espécie de redução dos seus ganhos. Já saturado com a situação e entendendo que teria provas que lhe permitiriam descrever, com exatidão, os limites territoriais de sua Fazenda, João decidiu ajuizar uma ação em face de Antônio para definir os referidos limites.
À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que:
  1. a presença de interesses difusos indica que a ação deve ser ajuizada pelo Ministério Público;
  2. João precisa de um profissional com capacidade postulatória para o ajuizamento da ação, que pode ser tanto um Defensor Público como um advogado;
  3. por dizer respeito ao direito de propriedade, que tem a natureza de direito fundamental, a ação pode ser ajuizada pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública;
  4. por se tratar de interesse privado e em razão da situação pessoal de João, ele precisa de um advogado para o ajuizamento da ação, não de um Defensor Público;
  5. em razão do princípio do livre acesso à justiça, João tem liberdade para escolher se a ação deve ser ajuizada pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública ou por advogado.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Trata-se de ação voltada a definir limites de propriedade, portanto de natureza **privada**, o que exige a atuação de profissional com **capacidade postulatória** para representar a parte em juízo.


A **Defensoria Pública** presta assistência jurídica gratuita **aos necessitados**, conforme a Constituição, destinando-se a quem não tem condições de contratar advogado. Como a hipótese informa que João tem recursos, ele não se enquadra como necessitado.


Assim, para propor a ação e atuar no processo João deverá constituir **advogado** particular, sendo essa a exigência processual diante da sua situação pessoal e do caráter privado do interesse envolvido.

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