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Questão FC78641

Péricles, preso em flagrante por estar depredando o patrimônio público durante uma manifestação, foi vítima de tortura praticada pelos agentes públicos que, em razão do sofrimento

Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5º a 17 da CF/1988)

FGV · 2023

Péricles, preso em flagrante por estar depredando o patrimônio público durante uma manifestação, foi vítima de tortura praticada pelos agentes públicos que, em razão do sofrimento imprimido a ele, obtiveram a sua confissão, além de outras provas contra os demais manifestantes que atuaram à margem da legalidade.
De acordo com a Constituição da República
  1. ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante, salvo para se obter provas de fatos relevantes e de interesse público, na forma da lei.
  2. o preso não será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, na medida em que a ninguém cabe alegar que desconhece a lei.
  3. a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem.
  4. ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária ou policial competente, incluindo os casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.
  5. são admissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa C reproduz o disposto no art. 5º, XLIII da Constituição Federal: a lei qualificará como inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia determinados crimes, entre eles a tortura, o tráfico, o terrorismo e os crimes hediondos.

Importante: a norma estende a responsabilidade não apenas aos executores, mas também aos mandantes e aos que, podendo evitá-los, se omitirem, ou seja, há responsabilidade por ação e por omissão quando era possível impedir a prática.

No caso narrado, os agentes públicos que praticaram tortura cometem crime grave enquadrado na hipótese constitucional, respondendo criminalmente e sendo inaplicáveis benefícios como fiança, graça ou anistia previstos para outros delitos.

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