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Questão FC822526

Leia o caso a seguir. Um salva-vidas de uma piscina pública observa uma criança se afogar e, acreditando que ela estava brincando com a situação, não age para salvá-la, vindo a cri

Teoria do Crime

Instituto Verbena · 2024

Leia o caso a seguir.

 

Um salva-vidas de uma piscina pública observa uma criança se afogar e, acreditando que ela estava brincando com a situação, não age para salvá-la, vindo a criança a falecer em razão do afogamento.

 

Elaborado pelo(a) autor(a).

 

No caso em tela, restou configurada a omissão

  1. própria, respondendo pelo crime de omissão de socorro.
  2. imprópria, respondendo pelo crime de homicídio doloso.
  3. própria, respondendo pelo crime de homicídio doloso.
  4. imprópria, respondendo pelo crime de omissão de socorro.
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Gabarito

B

Comentário do professor

No caso, trata-se de omissão imprópria. O salva-vidas, na condição de garantidor, tinha o dever jurídico de proteger os usuários da piscina e podia intervir para evitar o afogamento, portanto devia e podia agir.

O Código Penal, art. 13, §2º, prevê que a omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir. Ao permanecer inerte, o garante responde pelo resultado como se o tivesse causado ativamente.

Além disso, a conduta do salva-vidas configura homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, pois, mesmo acreditando tratar-se de brincadeira, assumiu conscientemente o risco de que a criança pudesse realmente se afogar.

Assim, a omissão do garantidor produz imputação subjetiva e objetiva suficiente para homicídio doloso.

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