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Questão FC840714

O Tribunal de Contas da União, em sua atribuição constitucional de auxiliar o Poder Legislativo no exercício do controle externo,

Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135 da CF/1988)

CESGRANRIO · 2008

O Tribunal de Contas da União, em sua atribuição constitucional de auxiliar o Poder Legislativo no exercício do controle externo,

  1. aprecia as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio, que só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros do Congresso Nacional.
  2. exerce fiscalização sobre as empresas públicas e as sociedades de economia mista integrantes da Administração Indireta Federal, tendo em vista o regime jurídico híbrido – de direito público e de direito privado – a que se sujeitam tais entidades.
  3. exerce poder geral de cautela, cabendo-lhe sustar preventivamente os efeitos decorrentes de contratos administrativos sob sua fiscalização, submetendo tal decisão, a posteriori, à apreciação do Congresso Nacional.
  4. tem competência para imputar débito e aplicar multa, ostentando as decisões em tal sentido eficácia de título executivo, cabendo ao próprio Tribunal de Contas da União, por intermédio de sua Procuradoria, promover a execução.
  5. tem competência para fiscalizar a aplicação de recursos repassados pela União Federal aos Estados e Municípios a título de royalties decorrentes da exploração de petróleo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa está correta porque o TCU fiscaliza também as empresas públicas e as sociedades de economia mista, em razão do regime jurídico híbrido a que estão sujeitas: combinam normas de direito público e de direito privado.

Essas entidades executam políticas públicas, recebem recursos estatais ou geram interesse público, de modo que a sua atuação impacta o erário e a responsabilidade pela gestão deve ser verificada.

O controle do TCU abrange a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos, além de possibilitar a imputação de responsabilidade a administradores por irregularidades que causem dano ao patrimônio público.

O fato de terem regime celetista para seus empregados não afasta a sujeição ao controle externo quando suas atividades e recursos envolvem a administração pública.

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