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Questão FC869422

Considerando as Referências Técnicas para Atuação das(os) Psicólogas(os) no Sistema Prisional (CFP, 2021), a PNAISP e o Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale a altern

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FUNDATEC · 2026

Considerando as Referências Técnicas para Atuação das(os) Psicólogas(os) no Sistema Prisional (CFP, 2021), a PNAISP e o Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. A compreensão do encarceramento no Brasil deve considerar as relações de poder e os efeitos das desigualdades sociais e raciais sobre as práticas institucionais e a produção de subjetividade.
  2. O princípio da equidade requer o reconhecimento das diferenças e singularidades dos sujeitos, sem converter marcadores sociais em atributos individuais de periculosidade.
  3. A preservação da autonomia e da neutralidade técnica profissional recomenda que a seletividade penal seja examinada no âmbito das políticas públicas, mas não interfira na formulação das intervenções psicológicas individuais junto às pessoas privadas de liberdade.
  4. A atuação profissional comprometida com os direitos humanos exige problematizar práticas que individualizem processos de criminalização produzidos em contextos sociais e institucionais mais amplos.
  5. A atuação interdisciplinar e intersetorial não afasta a responsabilidade do psicólogo de avaliar criticamente os efeitos políticos e sociais de suas práticas.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A frase é incorreta porque confunde neutralidade técnica com omissão diante das desigualdades produzidas pelo sistema penal.

As Referências Técnicas, a PNAISP e o Código de Ética exigem que a atuação do/a psicólogo/a no sistema prisional considere a seletividade penal e os determinantes sociais que afetam a vida das pessoas privadas de liberdade.

Isso significa integrar análise crítica do contexto às intervenções individuais, promovendo cuidado informado pelos direitos humanos e pela defesa da dignidade.

A neutralidade profissional não autoriza silêncio diante de violações; o profissional deve atuar com autonomia técnica e, quando necessário, exercer advocacy e educar para mudança nas políticas públicas.

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