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Questão FC869425

De acordo com a Resolução CFP nº 7/2023, que estabelece normas para o exercício profissional em relação ao caráter laico da prática psicológica, assinale a alternativa INCORRETA.

Sem classificação

FUNDATEC · 2026

De acordo com a Resolução CFP nº 7/2023, que estabelece normas para o exercício profissional em relação ao caráter laico da prática psicológica, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. Os psicólogos devem atuar de acordo com os princípios éticos da profissão, pautando seus serviços no respeito à singularidade e à diversidade de pensamentos, crenças e convicções dos indivíduos e grupos.
  2. É proibido ao psicólogo praticar ou ser conivente com atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão em relação à crença religiosa.
  3. Psicólogos em exercício profissional deverão considerar os aspectos históricos e culturais dos saberes dos povos originários, das comunidades tradicionais e das demais racionalidades não hegemônicas presentes nos contextos de inserção profissional.
  4. A religiosidade e a espiritualidade são elementos formativos das subjetividades e das coletividades, e precisam ser levadas em conta pelo psicólogo em sua atuação profissional.
  5. É permitido ao psicólogo utilizar suas crenças religiosas como forma de publicidade e propaganda, desde que não induza a crenças religiosas ou qualquer tipo de preconceito no exercício profissional.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Resolução CFP nº 7/2023 reforça a exigência de laicidade na prática psicológica, o que torna incorreta a afirmação de que o psicólogo pode usar suas crenças religiosas como instrumento de publicidade.

O profissional pode ser pessoa de fé, porém não pode transformar convicções pessoais em estratégia promocional nem apresentar-se como porta-voz de doutrinas religiosas no contexto profissional.

Publicidades devem privilegiar qualificações técnicas e científicas, respeitar a neutralidade e a autonomia do cliente, e evitar qualquer forma de prosélitismo ou indução. Usar religião como atrativo pode vulnerabilizar clientes e ferir princípios éticos e normativos.

Portanto, a alternativa é incompatível com as normas que regulam o exercício profissional do psicólogo.

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