Questão FC885945
A Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) Nº10/2005 aprova o Código de Ética Profissional do Psicólogo. O Art.9º dessa resolução, diz que é dever do psicólogo respeitar o
Legislação Profissional de Psicologia (CFP e CRP)
CRS (PM MG) · 2019
A Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) Nº10/2005 aprova o Código de Ética Profissional do Psicólogo. O Art.9º dessa resolução, diz que é dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional, a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações a que tenha acesso no exercício profissional. Marque a alternativa CORRETA:
- Quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo não poderá prestar informações, considerando o previsto no Código de Ética que rege essa profissão.
- Nas situações em que se configure conflito entre as exigências decorrentes do disposto no art. 9º e as afirmações dos princípios fundamentais deste Código, excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo, baseando sua decisão na busca do menor prejuízo.
- Nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional, não cabe ao psicólogo registrar as informações para o cumprimento dos objetivos do trabalho, por questões éticas.
- Cabe à Instituição onde o psicólogo trabalha zelar pelo cuidado, pela segurança e pelo destino de seus registros e arquivos confidenciais quando o trabalho, por qualquer motivo for interrompido.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Art. 10 autoriza, em conflitos entre o dever de sigilo e os princípios fundamentais do Código, a eventual quebra da confidencialidade, excetuando-se os casos previstos em lei, sempre pautando-se pela busca do menor prejuízo possível.
Isso significa que o sigilo é regra, mas não é absoluto. Quando houver risco relevante a direitos de terceiros ou conflito ético, o psicólogo deve ponderar qual atitude causa menos dano.
Na prática, avalie a gravidade e urgência do risco, privilegie a divulgação mínima necessária, e prefira medidas que preservem o máximo de confidencialidade.
Adote salvaguardas: tentar obter consentimento, consultar colegas ou instâncias técnicas, registrar claramente os motivos e as alternativas consideradas, e informar a pessoa quando não houver risco adicional.
Respeite sempre as hipóteses legais que obrigam ou proíbem a quebra do sigilo.
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