Questão FC889926
O surgimento da bioética marca a passagem de um código centrado apenas no dever do médico (Deontologia) para um código que equilibra esses deveres com os direitos do paciente. Assi
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FGV · 2026
O surgimento da bioética marca a passagem de um código centrado apenas no dever do médico (Deontologia) para um código que equilibra esses deveres com os direitos do paciente. Assinale a opção que caracteriza corretamente pilares desse novo paradigma ético.
- Autonomia: respeito à capacidade de decisão do paciente; justiça: incentivo às ações judiciais como forma de fiscalização da prática médica; revolução tecnológica: incentivo à telemedicina como forma de modernizar o ato médico.
- Autonomia: respeito à capacidade de decisão do paciente e reconhecimento das diretivas antecipadas de vontade em situações de ortotanásia e cuidados paliativos.
- Revolução tecnológica: incentivo à reprodução assistida e ao uso amplo da genética; autonomia: respeito à capacidade de decisão do paciente; beneficência: entendimento da medicina como caridade.
- Beneficência: dever de agir para o bem do paciente; não maleficência: não causar dano ao paciente; justiça: estímulo à denúncia da má prática médica.
- Autonomia: respeito à capacidade de decisão do paciente; justiça: distribuição justa de recursos; não maleficência: dever de não causar dano ao paciente.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Bioética representa a passagem de um código centrado no dever profissional para um paradigma que equilibra deveres e direitos do paciente. Nesse contexto, destacam-se três pilares essenciais que orientam decisões clínicas e políticas de saúde.
Autonomia: respeito à capacidade de decisão do paciente. Inclui consentimento informado, informações compreensíveis sobre riscos e benefícios e reconhecimento de diretivas antecipadas quando houver. A autonomia exige ouvir e valorizar a vontade informada do indivíduo.
Justiça: distribuição justa de recursos e acesso equitativo a serviços de saúde. Implica critérios transparentes para alocação, redução de desigualdades e priorização que busque o bem comum, não favores arbitrários.
Não maleficência: dever de não causar dano. Orienta evitar intervenções cujo prejuízo supere o benefício, avaliar riscos e seguir práticas que minimizem danos previsíveis.
Esses princípios frequentemente entram em tensão e demandam ponderação ética para decisões clínicas responsáveis.
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