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Questão FC890867

A denúncia tem sido acionada coletivamente pelos assistentes sociais e usuários, de forma gradativa, desde a implantação do Código de Ética de 1993, evidenciando a ampliação da con

Legislação Profissional de Serviço Social (CFESS e CRESS)

Vunesp 2 · 2025

A denúncia tem sido acionada coletivamente pelos assistentes sociais e usuários, de forma gradativa, desde a implantação do Código de Ética de 1993, evidenciando a ampliação da consciência ético-política do conjunto dos profissionais. No contexto de precarização da vida e do trabalho, os profissionais, em geral, temem a denúncia por razões de sobrevivência. Nesse aspecto, e em vista da baixa efetividade das ações individuais, a articulação das equipes de Serviço Social com outras profissionais, e com as suas entidades, é que pode fortalecer estratégias de enfrentamento coletivo. 

 

Nessa perspectiva, o Código de Ética, ao versar sobre as relações com as instituições empregadoras e outras, define no seu artigo 8o como um dos deveres do Assistente Social:

  1. valer-se de posição ocupada na direção de entidade da categoria para obter acordos coletivos em seu favor.
  2. utilizar recursos institucionais (pessoal e/ou financeiro) para fins partidários, eleitorais e clientelistas.
  3. integrar comissões interdisciplinares de ética nos locais de trabalho do profissional, tanto quanto à avaliação da conduta profissional, como quanto em relação às decisões das políticas institucionais.
  4. contribuir para a alteração da correlação de forças institucionais, apoiando as legítimas demandas de interesse da população usuária.
  5. participar em sociedades científicas e em entidades representativas e de organização da categoria que tenham por finalidade a produção de conhecimento.
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Gabarito

D

Comentário do professor

O Art. 8º, alínea c, do Código de Ética estabelece como dever do assistente social contribuir para a alteração da correlação de forças institucionais, apoiando as legítimas demandas de interesse da população usuária.

Isso posiciona o profissional como agente ético-político, cujo compromisso ultrapassa a neutralidade técnica e se orienta pelo projeto ético-político da profissão.

Na prática, exige articulação coletiva, mobilização do conhecimento técnico e uso da inserção institucional para enfrentar desigualdades, fortalecer reivindicações sociais e enfrentar a precarização da vida e do trabalho.

Trata-se de um dever que orienta estratégias coletivas, prioriza os direitos sociais e legitima o apoio profissional às demandas populares, reafirmando a função pública e emancipadora da profissão.

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