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Questão FC273719

Com relação ao Decreto-Lei no 201, de 27/02/1967, é correto afirmar que

Crimes de Responsabilidade

VUNESP · 2023

Com relação ao Decreto-Lei no 201, de 27/02/1967, é correto afirmar que

  1. é crime de responsabilidade do Prefeito Municipal, sujeito ao julgamento do Poder Judiciário, necessariamente, após pronunciamento da Câmara dos Vereadores, desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas.
  2. os crimes de responsabilidade do Prefeito Municipal são crimes de ação penal privada, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, mediante prévio pronunciamento da Câmara dos Vereadores.
  3. os crimes previstos no artigo 1o são de ação penal pública condicionada à representação, e são apenados com reclusão para os incisos I e II, e detenção para os demais incisos.
  4. é crime de responsabilidade do Prefeito Municipal, sujeito ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente de pronunciamento da Câmara dos Vereadores, ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pela Câmara de Vereadores, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal.
  5. é crime de responsabilidade do Prefeito Municipal, sujeito ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente de pronunciamento da Câmara dos Vereadores, antecipar ou inverter a ordem de pagamento a credores do Município, sem vantagem para o erário.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa está correta: trata‑se de crime de responsabilidade do Prefeito, previsto no art. 1º, XII, do Decreto‑Lei n.º 201/1967, e sujeito ao julgamento pelo Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores.

“Antecipar ou inverter a ordem de pagamento” significa alterar a sequência legal ou administrativa de quitação de dívidas do Município para beneficiar determinado credor — por exemplo, pagar um fornecedor preferencialmente a outros credores habilitados naquela ordem.

O dispositivo pune tal conduta mesmo quando não houver vantagem para o erário: a proteção visa a isonomia entre credores, a regularidade da execução orçamentária e a prevenção de favorecimentos, cabendo ao Judiciário apurar a responsabilidade do gestor.

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