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Questão FC273910

Considerando os crimes tributários, é correto afirmar que

Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo

VUNESP · 2024

Considerando os crimes tributários, é correto afirmar que

  1. com exceção do crime previsto no inciso IV, do art. 1o, da Lei no 8.137/90 (elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato), todos os demais delitos previstos em referida legislação são praticados mediante dolo.
  2. nos termos da Súmula Vinculante 24, o crime descrito no inciso V, do artigo 1o, da Lei no 8.127/90 (negar ou deixar de fornecer nota fiscal) é material, consumando- se somente quando da constituição definitiva do débito tributário e inscrição em dívida ativa.
  3. nos crimes tributários, dada a natureza do bem jurídico protegido, inaplicável o princípio da insignificância.
  4. a despeito da Súmula Vinculante 24, é possível dar início à persecução penal antes de encerrado o procedimento administrativo, nos casos de embaraço à fiscalização tributária ou diante de indícios da prática de outros delitos, de natureza não fiscal.
  5. nos crimes tributários funcionais, previstos no artigo 3o, da Lei no 8.137/90, tal qual ocorre nos crimes previstos nos artigos 1o e 2o, do mesmo Diploma Legal, o pagamento do tributo, feito a qualquer tempo, extingue a punibilidade.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa está correta porque, embora exista a Súmula Vinculante 24, o STF admitiu flexibilização quando as circunstâncias do case exigem atuação imediata. Isso ocorreu no entendimento do STF (ARE 936653 AgR), que autorizou o início da persecução penal antes do encerramento do procedimento administrativo quando há risco de embaraço à fiscalização (por exemplo: ocultação ou destruição de documentos, obstrução de diligências) ou quando surgem indícios de crimes não fiscais conexos (como lavagem de dinheiro, estelionato etc.).

Nos tais casos, a proteção das provas e a prevenção da impunidade justificam a quebra da regra de prudência, sem negar que, em regra, a decisão administrativa contribui para a apuração tributária.

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