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Questão FC325054

Sobre as disposições contidas na Lei nº 13.869/2019, que dispõe sobre o crime de abuso de autoridade, é correto afirmar que

Lei nº 13.869/2019 - Lei de Abuso de Autoridade (antiga Lei nº 4.898/1965)

Instituto AOCP · 2024

Sobre as disposições contidas na Lei nº 13.869/2019, que dispõe sobre o crime de abuso de autoridade, é correto afirmar que

  1. o agente será responsabilizado quando praticar fato definido como crime de abuso de autoridade, sendo irrelevante que o ato decorra de divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas.
  2. é requisito, para configuração do crime de abuso de autoridade, que as condutas praticadas pelo agente tenham finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, excluídas as condutas praticadas por mero capricho ou satisfação pessoal.
  3. os crimes previstos na lei de abuso de autoridade podem ser classificados como de ação penal pública incondicionada ou condicionada à representação, a depender da gravidade do ato e da condição da vítima.
  4. é vedada a ação penal privada subsidiária nos crimes de abuso de autoridade.
  5. admite-se a ação penal privada subsidiária, desde que exercida no prazo de 6 (seis) meses contados da expiração do prazo para oferecimento da denúncia.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente que a ação penal privada subsidiária é admitida na Lei nº 13.869/2019 quando a ação penal pública não for intentada dentro do prazo legal.

O dispositivo legal relevante é o art. 3º, §2º, que fixa o prazo para o exercício dessa ação privada subsidiária em 6 (seis) meses. Esse prazo começa a correr a partir da data em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia pela autoridade competente.

Na prática, isso significa que, esgotado o prazo para o Ministério Público apresentar denúncia e não o fazendo, a vítima (ou seu representante) terá seis meses para propor a queixa-crime subsidiária, sob pena de perda do direito de agir.

Trata‑se, portanto, de regra excepcional e subsidiária, condicionada à inércia no oferecimento da denúncia.

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