FC ConcursosFC Concursos

Questão FC325064

Josué, delegado de polícia em plantão noturno na Delegacia de Anápolis-GO, percebe a chegada de dois policiais militares conduzindo uma pessoa presa em flagrante por crime ambienta

Lei nº 13.869/2019 - Lei de Abuso de Autoridade (antiga Lei nº 4.898/1965)

Instituto AOCP · 2022

Josué, delegado de polícia em plantão noturno na Delegacia de Anápolis-GO, percebe a chegada de dois policiais militares conduzindo uma pessoa presa em flagrante por crime ambiental. Após inquirir oficialmente os milicianos, inicia o interrogatório da pessoa capturada, mas ela informa que deseja se manter em silêncio. Os policiais militares se incomodam e iniciam constrangimento para que a pessoa responda às perguntas de Josué, quando este relembra os milicianos que o interrogatório forçado é crime de abuso de autoridade. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.

  1. Josué está equivocado, pois só haveria crime de abuso de autoridade se ele constrangesse a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo.
  2. Josué não poderia proceder ao interrogatório da pessoa capturada em flagrante delito durante repouso noturno.
  3. Conforme a Lei de Abuso de Autoridade, não é crime interrogar pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público sem a presença de seu patrono.
  4. Josué está correto, pois é crime de abuso de autoridade prosseguir com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio.
  5. A Lei de Abuso de Autoridade veda penas restritivas de direitos substitutivas das privativas de liberdade.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

D

Comentário do professor

Josué está correto: prosseguir com o interrogatório contra a vontade do investigado constitui crime de abuso de autoridade.

Isso decorre do art. 15, parágrafo único, inciso I da Lei de Abuso de Autoridade, que tipifica a conduta de quem "prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio".

Em prática, a recusa em responder é uma garantia constitucional e processual; forçar respostas viola essa proteção e torna o agente sujeito à responsabilização penal e administrativa — a lei prevê pena de detenção e multa para a hipótese.

Portanto, o delegado agiu conforme o ordenamento ao impedir que os policiais militares constrangessem o preso a falar.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo