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Questão FC333569

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprova projeto de lei ordinária instituindo um novo delito de trânsito com pena de reclusão cominada ao infrator. O Governador

Constituições Estaduais e LODF

NCE e FUJB (UFRJ) · 2001

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprova projeto de lei ordinária instituindo um novo delito de trânsito com pena de reclusão cominada ao infrator. O Governador do Estado do Rio de Janeiro sanciona tacitamente o projeto, transformando-o em lei, que entra em vigor na data de sua publicação. Dias depois é conduzido à Delegacia de Polícia Civil um cidadão acusado da prática de delito previsto na referida lei.


Diante do exposto, analise a veracidade das assertivas abaixo:


I - O Governador do Estado poderá propor ação direta de constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal buscando expurgar a lei estadual do ordenamento jurídico nacional.


II - O Delegado de Polícia está impedido de proceder lavratura do auto de prisão em flagrante uma vez que a citada lei é inconstitucional.


III - Nesta hipótese o Defensor Público Geral do Estado poderá propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.


IV - O Procurador-Geral da República poderá propor argüição de descumprimento de preceito fundamental para questionar a lei referida no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.


V - Caso o Delegado de Polícia não proceda à lavratura do auto de prisão em flagrante, estará sujeito às sanções legais e disciplinares cabíveis na espécie.


A(s) assertiva(s) correta(s) é/são somente:

  1. I e II
  2. I, III e V
  3. I e V
  4. II e IV
  5. V
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

O Delegado de Polícia tem o dever de proceder à lavratura do auto de prisão em flagrante quando presentes os requisitos materiais (flagrante, materialidade e indícios de autoria), independentemente da alegada inconstitucionalidade da norma. A atuação policial é voltada à apuração dos fatos e preservação da prova; o controle da constitucionalidade compete ao Judiciário.

A recusa em lavrar o auto, sob o argumento de que a lei é inconstitucional, configura omissão injustificada e pode caracterizar abuso de poder ou prevaricação, sujeitando o agente a sanções legais e disciplinares (administrativas, civis e criminais), além das consequências funcionais previstas.

Em suma: enquanto a norma estiver em vigor, o delegado deve agir; eventual inválidade será decidida pelas vias judiciais próprias.

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