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Questão FC341084

Rinaldo, funcionário público, auditor fiscal de um determinado Estado Brasileiro, comparece na empresa "X· para realizar a fiscalização tributária, após suspeitas de que a referida

Dos Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359 H do CP)

FCC · 2024

Rinaldo, funcionário público, auditor fiscal de um determinado Estado Brasileiro, comparece na empresa "X· para realizar a fiscalização tributária, após suspeitas de que a referida empresa estaria suprimindo tributo, prestando declaração falsa às autoridades fazendárias. Quando Rinaldo chegou no estabelecimento para realizar a fiscalização, um dos sócios da empresa "X" lhe ofereceu RS 50.000,00 para deixar de elaborar o Auto de Infração e cobrar o tributo suprimido. Rinaldo aceita a promessa de vantagem oferecida e vai embora da empresa certificando que não há qualquer irregularidade. Neste caso, Rinaldo cometeu, em tese, crime

  1. de corrupção passiva, previsto no artigo 317, do Código Penal, com pena prevista de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa.
  2. de peculato, previsto no artigo 312, do Código Penal, com pena prevista de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa.
  3. de inserção de dados falsos em sistema de informações, previsto no artigo 313-A, do Código Penal, com pena prevista de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa.
  4. funcional contra a ordem tributária, previsto na Lei n" 8.137/90, com pena prevista de reclusão, de 3 a 8 anos, e multa.
  5. de concussão, previsto no artigo 316, do Código Penal, cem pena prevista de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Trata-se de crime funcional contra a ordem tributária, previsto na Lei nº 8.137/90, especificamente no art. 3º, II. Esse tipo penal alcança o agente público que exige, solicita, recebe ou aceita promessa de vantagem para deixar de lançar ou cobrar tributo, ou cobrá‑lo parcialmente.

No caso, Rinaldo, na função de auditor fiscal, aceitou a promessa de R$ 50.000,00 para não lavrar o auto de infração e certificou a inexistência de irregularidade, evidenciando o dolo e o nexo causal entre a vantagem e a omissão fiscal.

A pena prevista é de reclusão, de 3 a 8 anos, e multa. Aplica‑se a lei específica por força do princípio da especialidade, que tutela com rigor os crimes tributários praticados por agentes públicos.

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