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Questão FC341358

Maria Elisa, primária, está presa preventivamente há 3 meses. Após visita de um Defensor Público à unidade prisional em que se encontra, foi possível verificar que sua prisão é ile

Da Prisão, das Medidas Cautelares e da Liberdade Provisória (arts. 282 a 350 do CPP)

FCC · 2022

Maria Elisa, primária, está presa preventivamente há 3 meses. Após visita de um Defensor Público à unidade prisional em que se encontra, foi possível verificar que sua prisão é ilegal. A ilegalidade da prisão de Maria Elisa fica evidente por

  1. ter sido decretada após requerimento do Ministério Público.
  2. se tratar de delito tentado.
  3. não ser reincidente.
  4. ter sido decretada de ofício pelo juiz.
  5. ter sido decretada após requerimento do Delegado de Polícia.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A ilegalidade decorre do fato de a prisão preventiva ter sido decretada de ofício pelo juiz. Pela redação do Art. 311 do CPP, a prisão preventiva só pode ser decretada mediante requisição do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial.

Assim, quando o magistrado decreta a prisão por iniciativa própria, sem qualquer pedido ou representação legitimadora, falta o requisito formal imposto pela lei, configurando nulidade da custódia e gerando ilegalidade.

Em casos assim, a defesa deve adotar medidas imediatas (por exemplo, impetração de habeas corpus) para obter a determinação judicial de liberdade, ante a flagrante violação do disposto no Art. 311 do CPP.

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