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Questão FC342229

A cidadã brasileira Mariana teve conhecimento de que foi praticado ato lesivo ao patrimônio de entidade de que o Estado participa. Diante dessa situação, Mariana pretende propor aç

Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5º a 17 da CF/1988)

FCC · 2022

A cidadã brasileira Mariana teve conhecimento de que foi praticado ato lesivo ao patrimônio de entidade de que o Estado participa. Diante dessa situação, Mariana pretende propor ação popular que vise anular referido ato. Mariana

  1. não pode propor a ação popular supracitada, pois essa ação apenas pode ser proposta para anular ato lesivo à moralidade administrativa e ao meio ambiente.
  2. não é parte legítima para propor a ação popular supracitada, pois apenas possuem essa legitimidade o partido político com representação no Congresso e a organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.
  3. é parte legítima para propor a ação popular supracitada, responsabilizando-se pelo pagamento integral das custas judiciais, bem como pela sucumbência, independente de boa-fé.
  4. não pode propor a ação popular supracitada, pois essa ação apenas pode ser proposta para anular ato lesivo ao patrimônio público e ao patrimônio histórico e cultural.
  5. é parte legítima para propor a ação popular supracitada, ficando isenta de custas judiciais e do ônus da sucumbência, salvo se comprovada má-fé.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Mariana, por ser cidadã brasileira, possui legitimidade para propor ação popular destinada a anular ato que lesione o patrimônio de entidade da qual o Estado participa. A regra está prevista no artigo 5º, LXXIII, da Constituição Federal, que reconhece a prerrogativa a qualquer cidadão.

A ação popular tem natureza preventiva e desconstitutiva: busca a declaração de nulidade do ato lesivo, protegendo interesses difusos e coletivos relacionados à administração pública.

O autor da ação popular fica, em regra, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência (responsabilidade por condenação em despesas e honorários), salvo se ficar comprovada má-fé na propositura da demanda.

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