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Questão FC343043

Proposta de emenda determinada Constituição estadual pretende estabelecer que a competência do Tribunal de Justiça para o julgamento de autoridades submetidas à sua jurisdição, nas

Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Constitucional

FCC · 2024

Proposta de emenda determinada Constituição estadual pretende estabelecer que a competência do Tribunal de Justiça para o julgamento de autoridades submetidas à sua jurisdição, nas infrações penais comuns, abrangerá a fase de investigação respectiva, para fins de supervisão judicial. Pretende estabelecer, ademais, que a instauração do inquérito, nesses casos, dependerá de decisão prévia do órgão especial da corte estadual. Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), eventual emenda aprovada nos termos da referida proposta seria

  1. constitucional, em relação à exigência de decisão prévia do órgão especial da corte estadual, para instauração do inquérito, desde que a proposta seja de iniciativa do Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria atinente à organização judiciária.
  2. constitucional, integralmente, por se inserir na autonomia do Estado para definir, na Constituição respectiva, a competência do Tribunal de Justiça.
  3. inconstitucional, no que se refere à exigência de decisão prévia do órgão especial da corte estadual, para instauração do inquérito, devendo o mesmo tratamento conferido às autoridades com foro por prerrogativa de função no STF ser aplicado, por simetria, às autoridades com foro privativo em outros Tribunais.
  4. inconstitucional, no que se refere à ampliação da competência do Tribunal, de modo a abrangera fase de investigação criminal, para fins de supervisão, por usurpar as funções institucionais conferidas constitucionalmente ao Ministério Público.
  5. inconstitucional, integralmente, por ser da União a competência para legislar sobrea matéria.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa correta afirma ser inconstitucional exigir decisão prévia do órgão especial do Tribunal de Justiça para instauração de inquérito contra autoridades com foro por prerrogativa de função.

O STF reconheceu que tal condição viola a competência privativa da União para legislar sobre direito penal e processual penal, o sistema acusatório e o princípio da isonomia, porque impõe requisito local diverso ao procedimento penal.

Por simetria, o mesmo tratamento conferido às autoridades submetidas ao STF deve ser estendido às autoridades com foro privativo em outros tribunais: a supervisão judicial da investigação é válida, mas não exige deliberação colegiada — basta a autorização do relator (ministro ou desembargador).

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