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Questão FC412231

O regime da substituição tributária com relação às operações e prestações subsequentes, nos termos das disposições gerais contidas no Anexo 3 do Título II do RICMS/SC,

Legislação Tributária do Estado de Santa Catarina (SC)

FCC · 2018

O regime da substituição tributária com relação às operações e prestações subsequentes, nos termos das disposições gerais contidas no Anexo 3 do Título II do RICMS/SC,

  1. não se confunde com o regime de antecipação do recolhimento do ICMS com encerramento de tributação, o qual possui regras próprias e distintas.
  2. estabelece que, nas operações interestaduais destinadas a Santa Catarina, deve-se observar as normas contidas nos acordos específicos celebrados com outros Estados ou com o Distrito Federal, cujos efeitos serão válidos a partir da inserção destes na legislação tributária deste Estado.
  3. permite a celebração de acordos específicos com outros Estados ou com o Distrito Federal nas operações destinadas ao Estado, independentemente de as mercadorias neles relacionadas estarem sujeitas ao regime da substituição tributária nas operações internas no Estado.
  4. dispõe que sua adoção em operações interestaduais destinadas aos demais Estados independerá de acordo específico celebrado entre os Estados, pois a Lei Complementar no 87 de 1996 prevê efeito extraterritorial à legislação catarinense.
  5. determina que os contribuintes optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte − Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, quando remetentes de mercadorias, não estão abrangidos pelo referido regime de tributação.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Substituição tributária aplicada a operações interestaduais destinadas a Santa Catarina depende de normas firmadas entre as unidades federadas.
Esses são os chamados acordos específicos, que conferem eficácia extraterritorial à legislação catarinense para o produto ou setor acordado.

Na prática, isso significa que a adoção do regime nas remessas interestaduais só valerá se houver esse ajuste prévio entre Santa Catarina e o Estado remetente (ou o Distrito Federal).
O acordo define condições, ICMS presumido e a quem competirá o recolhimento.

Importante: os efeitos desses acordos não surgem automaticamente — tornam‑se válidos a partir da inserção na legislação tributária de Santa Catarina, conforme previsto no Anexo 3 do RICMS/SC.
Portanto, é obrigatório consultar a norma estadual que recepcionou o acordo para saber a data de início e o alcance do regime.

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