Questão FC458525
Considere as seguintes assertivas a seguir com relação aos direitos e garantias individuais previstos expressamente na Constituição Federal: I. Ninguém será preso senão em flagrant
Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5º a 17 da CF/1988)
IDECAN · 2023
Considere as seguintes assertivas a seguir com relação aos direitos e garantias individuais previstos expressamente na Constituição Federal:
I. Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, inclusive nos casos de transgressão militar, salvo por crime propriamente militar, definido em lei.
II. Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor da obrigação.
III. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados, em até 24 horas, ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.
IV. Ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança.
V. Haverá penas cruéis e de morte em caso de guerra declarada.
VI. O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório judicial.
- Apenas uma assertiva está correta.
- Não há assertiva correta.
- Todas as assertivas estão corretas.
- Apenas duas assertivas são corretas.
- Apenas uma assertiva está incorreta.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Apenas a assertiva IV está correta. Ela reproduz o comando do Art. 5º, LXVI da Constituição Federal: ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança.
Isso significa que, quando o ordenamento jurídico prevê a possibilidade de liberdade provisória (no aguardo do processo), não é permitida a prisão do acusado para fins de custódia preventiva, independentemente de haver fiança. A garantia protege a liberdade do investigado e a presunção de inocência, limitando a atuação estatal àqueles casos em que a própria lei admite a restrição.
Na prática, o dispositivo impõe ao julgador e às autoridades policiais o dever de observar a previsão legal de liberdade provisória antes de determinar prisão ou manutenção da custódia.
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