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Questão FC494665

A sociedade empresária XYZ-2, produtora de cigarros, constituída sob a forma de sociedade por ações, com receita bruta anual de R$ 500.000, com débitos na fazenda pública estadual

Leis Complementares Federais Tributárias

CEBRASPE (CESPE) · 2022

A sociedade empresária XYZ-2, produtora de cigarros, constituída sob a forma de sociedade por ações, com receita bruta anual de R$ 500.000, com débitos na fazenda pública estadual e no INSS, buscando simplificar a gestão tributária, considerados os recolhimentos habituais de ISS, ICMS, IPI e IOF, formalizou pedido de adesão ao Simples Nacional.

 

Nessa situação hipotética, conforme a Lei Complementar n.º 123/2006 e a jurisprudência do STF,

  1. a receita bruta anual demonstrada pela empresa é fator impeditivo de adesão ao Simples Nacional, considerados os limites definidos na legislação de regência.
  2. a existência de débitos exigíveis pelo fisco estadual e pelo INSS não é fator legítimo para impedir a adesão ao Simples Nacional.
  3. entre os tributos mencionados de recolhimento habitual da empresa, apenas o IOF não é contemplado pelo regime do Simples Nacional.
  4. a constituição da sociedade empresária sob a forma de sociedade por ações não a impede de aderir ao tratamento jurídico diferenciado previsto na Lei Complementar n.º 123/2006.
  5. a atividade exercida pela sociedade empresária, no caso, a produção de cigarros, é compatível com o regime tributário do Simples Nacional.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque, segundo a Lei Complementar n.º 123/2006 (art. 13), o regime do Simples Nacional engloba, entre outros, IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS/Pasep, CPP, ICMS e ISS, sendo esses recolhidos por documento único (DAS).

O IOF não figura no rol do art. 13 e, portanto, não é absorvido pelo Simples Nacional: permanece devido e exigível separadamente, conforme a legislação específica que disciplina o imposto. A jurisprudência do STF confirma essa interpretação, reconhecendo que o IOF não integra o regime simplificado e não se compensa pelo recolhimento único do Simples.

Consequentemente, mesmo que a empresa opte pelo Simples, deverá observar obrigações próprias relativas ao IOF nas operações financeiras.

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