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Questão FC578179

Ao aprofundar os seus estudos com relação à orientação dos Tribunais Superiores acerca da função regulatória exercida pelas Agências Reguladoras, notadamente com relação à atividad

Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Administrativa

FGV · 2024

Ao aprofundar os seus estudos com relação à orientação dos Tribunais Superiores acerca da função regulatória exercida pelas Agências Reguladoras, notadamente com relação à atividade normativa e seus consectários, Bruna verificou corretamente que

  1. não há possibilidade de se reconhecer a existência de reserva de administração em matéria regulatória, podendo o legislador liberar a comercialização de substâncias sem a observância mínima dos padrões de controle previstos em lei e veiculados por meio de resolução de Agências Reguladoras, inclusive na área da saúde.
  2. no exercício da competência regulatória definida em lei, a Agência Reguladora pode inovar no ordenamento jurídico no âmbito de sua esfera de atuação, atendidos os parâmetros estabelecidos na respectiva norma.
  3. as resoluções das Agências Reguladoras são exemplos de regulamentos autônomos, pois retiram o seu fundamento de validade diretamente da constituição, independentemente da atuação do legislador ordinário.
  4. o legislador municipal pode dispor acerca da isenção das tarifas de serviços públicos em prol da coletividade, inclusive de energia elétrica e telecomunicações, ainda que haja resolução de Agência Reguladora delimitando a respectiva cobrança, considerando a hierarquia entre as normas.
  5. a deslegalização promovida para o exercício da competência regulatória inviabiliza que o legislador edite uma norma que revogue a competência normativa atribuída à Agência Reguladora.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Correto. Quando a lei confere competência regulatória a uma agência, ela recebe uma delegação para editar normas técnicas e detalhar a execução de políticas públicas no seu campo de atuação. Essa atuação pode inovar o ordenamento jurídico ao preencher lacunas e estabelecer padrões operacionais, desde que respeite os limites e parâmetros previstos na norma instituidora.

Em outras palavras, a agência atua dentro de um espaço normativo previamente traçado pela lei, cabendo-lhe concretizar finalidades, objetivos e princípios estabelecidos pelo legislador. A atuação deve observar o princípio da legalidade, os standards previstos na lei e os controles administrativos e judiciais.

Não é livre arbitrariedade: a agência não pode criar regras que extrapolem a delegação, impor sanções não previstas em lei ou inovar primariamente sem autorização legislativa.

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