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Questão FC578277

A associação de servidores públicos propôs ação coletiva com o objetivo de compelir o município a conceder aos seus representados o direito à licença-paternidade, no prazo de vinte

Estatutos dos Servidores Públicos Municipais

VUNESP · 2025

A associação de servidores públicos propôs ação coletiva com o objetivo de compelir o município a conceder aos seus representados o direito à licença-paternidade, no prazo de vinte dias, como previsto na legislação federal, bem como licença-maternidade, em igual período, para casais homoafetivos formados por servidoras públicas. Argumenta a entidade que a lei municipal em vigor, responsável por conceder apenas cinco dias de licença paternidade, ofende o princípio da dignidade da pessoa humana e da isonomia, argumentos também aplicáveis para a interpretação dada, pela Administração municipal, à concessão de licença-maternidade a apenas uma das agentes públicas, no cenário apresentado. Com base na situação hipotética e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), o(a) procurador(a) do município responsável pela elaboração da peça de defesa deve argumentarb que

  1. os entes federativos possuem competência para fixar os dias de licença-paternidade, desde que não inferiores a cinco.
  2. a licença-maternidade, de fato, deve ser concedida em igual extensão às agentes públicas que componham casais homoafetivos.
  3. de fato, o STF reconhece o direito de agentes públicos gozar de licença-paternidade, nos mesmos moldes em que os agentes públicos federais, por força do princípio da isonomia.
  4. o município não possui competência para legislar sobre o assunto, pois envolve o reconhecimento de direitos de natureza previdenciária, que precisam ser disciplinados exclusivamente na legislação federal.
  5. no caso de uniões homoafetivas formadas por servidoras públicas, a licença-maternidade deve ser concedida, de fato, exclusivamente a uma delas, gozando a outra de licença equivalente à licença- paternidade, pelo prazo de vinte dias.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O argumento central é afirmar a competência concorrente dos entes federativos para disciplinar o regime dos servidores, inclusive a duração da licença-paternidade, desde que respeitado o patamar mínimo previsto em norma federal.

Na jurisprudência do STF consolida-se a ideia de que a autonomia municipal não pode reduzir direitos abaixo do mínimo estabelecido pela legislação superior. Assim, a lei municipal que concede cinco dias não afronta automaticamente a dignidade humana nem a isonomia quando se mantém esse piso legal.

Portanto, a defesa deve sustentar que o município agiu dentro da sua competência normativa ao fixar cinco dias, e que qualquer pedido de ampliação precisa demonstrar afronta direta a dispositivo constitucional ou legal superior.
Em suma: validade do prazo municipal desde que não inferior a cinco dias.

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