Questão FC579087
Quanto à organização do Estado, assinale a opção correta.
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Constitucional
CEBRASPE (CESPE) · 2023
Quanto à organização do Estado, assinale a opção correta.
- Em relação às regiões metropolitanas, o STF, ainda que não tenha definido o desenho institucional a ser adotado por tais regiões, expressamente proibiu que as instituições colegiadas concentrem poder decisório em um só ente federado, quer seja o município, quer seja o conjunto de municípios, autorizando, todavia, que sejam representadas pelo estado federado que as abriga.
- A Constituição Federal de 1988 reservou à lei complementar a disciplina da cooperação interfederativa. Precisamente por isso, o STF entende que ela veda que União, estados, municípios e o Distrito Federal recorram à utilização de instrumentos negociais para a coordenação das suas atividades.
- Mesmo considerando o pressuposto da dupla vacância, previsto para o modelo federal, o STF, por entender que esse modelo não é de observância obrigatória pelos estados-membros, reconhece ser possível que norma de Constituição estadual determine, em caso de vacância, eleição avulsa para o cargo de vice-governador pela assembleia legislativa.
- A atual redação da Constituição Federal de 1988 condiciona os processos de criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios à edição de lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal, bem como à consulta pública, mediante referendo, às populações dos municípios envolvidos, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal.
- Em que pese a disposição legal que determina ser competente o foro de domicílio do réu para as causas em que estado-membro seja autor, o STF restringiu tal competência às comarcas inseridas nos limites territoriais do estado-membro ou do Distrito Federal que figure como réu.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa está correta porque o STF, na ADI 5492, adotou interpretação conforme da norma do Código de Processo Civil que atribuía ampla competência ao foro de domicílio do réu nas ações propostas por Estado-membro.
Para preservar a vinculação territorial da competência e evitar deslocamento indevido do processo, o Tribunal limitou a aplicação dessa regra às comarcas inseridas nos limites territoriais do Estado-membro ou do Distrito Federal que figure como réu.
Na prática, quando o autor é um Estado, a ação deve tramitar em foro situado no território do Estado ou do DF contra o qual se dirige a demanda, garantindo respeito aos princípios da organização federativa e da competência territorial.
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