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Questão FC579459

Suponha que determinada lei estadual fixe limite de tempo de espera para o atendimento de consumidores em operadoras de telefonia fixa e móvel, bem como preveja a cominação de sanç

Intervenção do Estado no Domínio Econômico

CEBRASPE (CESPE) · 2025

Suponha que determinada lei estadual fixe limite de tempo de espera para o atendimento de consumidores em operadoras de telefonia fixa e móvel, bem como preveja a cominação de sanções progressivas na hipótese de descumprimento do limite fixado. Nesse caso, a referida lei estadual é, segundo o entendimento do STF,

  1. inconstitucional, haja vista que há interferência no regime de exploração, na estrutura remuneratória da prestação dos serviços ou no equilíbrio dos contratos administrativos, de modo que há usurpação da competência privativa da União para legislar sobre direito civil.
  2. constitucional, por representar exercício legítimo competência concorrente da União, dos estados e do DF para legislar sobre direito do consumidor, independentemente da razoabilidade e da proporcionalidade dos limites temporais para esse atendimento.
  3. inconstitucional, por usurpar competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações.
  4. inconstitucional, por violar os princípios da livre concorrência e da liberdade de exercício das atividades econômicas.
  5. constitucional, por representar exercício legítimo da competência concorrente da União, dos estados e do DF para legislar sobre direito do consumidor, desde que os limites temporais estabelecidos sejam razoáveis e proporcionais para esse atendimento.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa está correta porque o Supremo, em ADI 2879/SC, reconheceu que norma estadual que fixa tempo máximo de espera para atendimento integra a tutela do direito do consumidor e, portanto, insere‑se na competência concorrente (art. 24, V, CF).

O Tribunal salientou que tal lei não invade a competência privativa da União sobre telecomunicações quando não disciplina aspectos técnicos, contratuais, tarifários ou o regime de exploração dos serviços. Sua finalidade é proteger o consumidor.

Por fim, a constitucionalidade depende da observância da razoabilidade e da proporcionalidade dos limites temporais, de modo a conciliar a defesa do consumidor com a livre iniciativa.

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