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Questão FC600825

A associação de servidores públicos propôs ação coletiva com o objetivo de compelir o município a conceder aos seus representados o direito à licença-paternidade, no prazo de vinte

Estatutos dos Servidores Públicos Municipais

VUNESP · 2025

A associação de servidores públicos propôs ação coletiva com o objetivo de compelir o município a conceder aos seus representados o direito à licença-paternidade, no prazo de vinte dias, como previsto na legislação federal, bem como licença-maternidade, em igual período, para casais homoafetivos formados por servidoras públicas. Argumenta a entidade que a lei municipal em vigor, responsável por conceder apenas cinco dias de licença paternidade, ofende o princípio da dignidade da pessoa humana e da isonomia, argumentos também aplicáveis para a interpretação dada, pela Administração municipal, à concessão de licença-maternidade a apenas uma das agentes públicas, no cenário apresentado. Com base na situação hipotética e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), o(a) procurador(a) do município responsável pela elaboração da peça de defesa deve argumentarb que

  1. os entes federativos possuem competência para fixar os dias de licença-paternidade, desde que não inferiores a cinco.
  2. a licença-maternidade, de fato, deve ser concedida em igual extensão às agentes públicas que componham casais homoafetivos.
  3. de fato, o STF reconhece o direito de agentes públicos gozar de licença-paternidade, nos mesmos moldes em que os agentes públicos federais, por força do princípio da isonomia.
  4. o município não possui competência para legislar sobre o assunto, pois envolve o reconhecimento de direitos de natureza previdenciária, que precisam ser disciplinados exclusivamente na legislação federal.
  5. no caso de uniões homoafetivas formadas por servidoras públicas, a licença-maternidade deve ser concedida, de fato, exclusivamente a uma delas, gozando a outra de licença equivalente à licença- paternidade, pelo prazo de vinte dias.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O procurador deve sustentar que a Constituição e a jurisprudência do STF autorizam a competência dos entes federativos para disciplinar a duração da licença-paternidade dos seus servidores, desde que observem o piso legal de cinco dias.

Isso significa que municípios podem prever regime mais favorável, aumentando o período, mas não podem reduzir o direito abaixo do mínimo estabelecido. Assim, a lei municipal que fixa cinco dias é compatível com o ordenamento jurídico e não afronta, por si só, os princípios da dignidade humana e da isonomia.

Portanto, a defesa deve alegar a validade da norma municipal dentro do limite mínimo reconhecido pelo STF.

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