Questão FC610479
Considerando o disposto na Lei Complementar Federal nº 80/1994 e na Lei Complementar Estadual de Pernambuco nº 20/1998, bem como a jurisprudência aplicada dos Tribunais Superiores,
Lei Complementar nº 80/1994 - Lei Orgânica da Defensoria
FGV · 2025
Considerando o disposto na Lei Complementar Federal nº 80/1994 e na Lei Complementar Estadual de Pernambuco nº 20/1998, bem como a jurisprudência aplicada dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta.
- O Defensor Público possui a prerrogativa de não ser preso, exceto por ordem judicial escrita ou em caso de flagrante de crime inafiançável, hipótese em que a autoridade policial fará imediata comunicação do fato ao Corregedor-Geral da Defensoria Pública.
- O Defensor Público possui a prerrogativa de intimação pessoal, que abrange qualquer processo e grau de jurisdição, com exceção das instâncias administrativas.
- O Defensor Público pode requisitar de autoridade pública ou entidade privada, exames, certidões, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e providências necessárias ao exercício de suas atribuições.
- O Defensor Público pode deixar de patrocinar ação, quando ela for manifestamente incabível ou inconveniente aos interesses da parte sob seu patrocínio, devendo comunicar o fato ao Defensor Público-Geral.
- O Defensor Público pode representar a parte, em feitos administrativos ou judiciais, independentemente de mandato, inclusive nos casos para os quais a lei exija poderes especiais.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A afirmativa está amparada na Lei Complementar nº 80/1994 (art. 128, XII) e na legislação estadual, que reconhecem ao membro da Defensoria a faculdade de deixar de patrocinar ação quando ela for manifestamente incabível ou inconveniente aos interesses do assistido.
Essa prerrogativa permite exercício responsável da função, evitando litígios inadequados ou contraproducentes. A opinião do Defensor deve basear‑se em critérios objetivos, como ausência de fundamento jurídico ou risco evidente ao interesse do assistido.
É imprescindível a comunicação formal ao Defensor Público-Geral, com exposição das razões, para controle interno e eventual substituição ou orientação institucional.
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