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Questão FC643202

Em procedimento de apuração de violência doméstica praticada contra criança no âmbito familiar, a autoridade policial determinou, com fundamento na Lei nº 14.344/2022 (Lei Henry Bo

Lei nº 14.344/2022 - Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e Adolescente (Lei Henry Borel)

VUNESP · 2026

Em procedimento de apuração de violência doméstica praticada contra criança no âmbito familiar, a autoridade policial determinou, com fundamento na Lei nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), o afastamento imediato do agressor do lar, comunicando o juízo competente no prazo legal. A defesa alegou nulidade da medida por afronta à reserva de jurisdição e ao devido processo legal. Considerando a legislação aplicável e o entendimento do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.

  1. A incidência da Lei Henry Borel afastou a aplicação subsidiária do ECA.
  2. A lei aplica-se exclusivamente a adolescentes, não alcançando crianças.
  3. O afastamento do agressor somente pode ser determinado por decisão judicial, sendo inválida qualquer medida adotada pela autoridade policial.
  4. A Lei Henry Borel autoriza, em situações de urgência, a adoção imediata de medidas protetivas pela autoridade policial, com posterior controle judicial, em consonância com a proteção integral da criança.
  5. A adoção das medidas protetivas depende de representação formal da vítima ou de seus responsáveis legais.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A Lei Henry Borel (Lei 14.344/2022) autoriza, em situações de urgência, que a autoridade policial adote de imediato medidas protetivas quando houver risco atual ou iminente à criança. O artigo 11 impõe ao agente policial o dever de tomar providências imediatas ao tomar conhecimento da ocorrência.

O art. 14 prevê expressamente o afastamento imediato do agressor, podendo ser determinado pelo juiz, pelo delegado (quando o município não for sede de comarca) ou pelo policial (quando não houver delegado disponível). Nesses casos o juiz deve ser comunicado em até 24 horas e decidir em igual prazo sobre a manutenção ou revogação da medida.

Esse regime compatibiliza a necessidade de proteção imediata com o controle judicial posterior, preservando o devido processo e alinhando-se ao princípio da proteção integral e do melhor interesse da criança, conforme entendimento dos tribunais superiores.

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