Questão FC643211
Um Procurador de Justiça, ao analisar as peças de informação sobre um suposto crime de peculato praticado por um Deputado Estadual, entende não haver justa causa para a propositura
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Legislação Penal e Processual Penal Especial
FGV · 2026
Um Procurador de Justiça, ao analisar as peças de informação sobre um suposto crime de peculato praticado por um Deputado Estadual, entende não haver justa causa para a propositura da ação penal.
Considerando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de mérito das ADIs 6298, 6299 e 6300, que analisaram o Art. 28 do CPP (redação da Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime), assinale o procedimento correto a ser adotado nesse caso.
- Requerer o arquivamento diretamente ao Tribunal de Justiça, que decidirá de forma terminativa, conforme o sistema processual anterior à Lei nº 13.964/2019.
- Promover o arquivamento no âmbito do próprio Ministério Público e comunicar à vítima, sem qualquer participação do Poder Judiciário, conforme a redação literal do Art. 28 do CPP.
- Promover o arquivamento, submetendo a sua manifestação ao Tribunal de Justiça, para o controle de legalidade, e comunicando à vítima, ao investigado e à autoridade policial.
- Promover o arquivamento e submetê-lo exclusivamente à homologação da instância de revisão ministerial, que exerce o controle final sobre o ato.
- Oferecer a denúncia obrigatoriamente, pois a decisão do STF, ao invalidar o novo procedimento de arquivamento, tornou o exercício da ação penal irrecusável.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Na hipótese, o Procurador de Justiça que conclui pela ausência de justa causa deve promover o arquivamento do inquérito ou das peças informativas e submeter sua manifestação ao juiz competente para o controle de legalidade, conforme interpretação do STF às ADIs 6298, 6299 e 6300 do Art. 28 do CPP.
É obrigatória a comunicação do ato à vítima, ao investigado e à autoridade policial, garantindo transparência e prazo para eventual provocação da revisão interna.
O procedimento preserva a titularidade do Ministério Público sobre a ação penal, sujeitando o arquivamento apenas ao controle judicial e aos meios de revisão previstos na lei orgânica ministerial.
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