Questão FC71234
Mariah, guarda municipal do município Alfa, está em patrulhamento de rotina com a sua colega de farda quando visualiza, através do portão de uma residência, uma senhora passando ma
Lei nº 13.869/2019 - Lei de Abuso de Autoridade (antiga Lei nº 4.898/1965)
FGV · 2023
Nessa situação hipotética, e levando em consideração a Constituição da República de 1988 e a Lei nº 13.869/19 (Lei do Abuso de Autoridade), Mariah
- cometeu crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade, na medida em que invadiu imóvel alheio à revelia da vontade do ocupante sem determinação judicial e fora das condições estabelecidas em lei.
- cometeu crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade, visto que a lei e a Constituição de República somente excepcionam o ingresso no imóvel alheio em caso de haver fundados indícios que indiquem a sua necessidade em razão de situação de flagrante delito ou de desastre.
- não cometeu qualquer crime, pois o ingresso no imóvel alheio ocorreu com o estrito fim de prestar socorro a sua ocupante.
- em um primeiro momento, não cometeu qualquer crime; contudo, após ter salvado a ocupante do imóvel, deveria ter se dirigido à autoridade judiciária competente a fim de ratificar a sua conduta.
- cometeu crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade, pois só poderia ter invadido a residência caso a senhora tivesse gritado por ajuda.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
GABARITO: ALTERNATIVA "C"Caro concurseiro, no cenário apresentado, Mariah, integrante da guarda municipal de Alfa, age em uma situação de emergência ao socorrer uma mulher que se encontra em perigo.
Ao saltar o portão e adentrar a residência, sua intenção é claramente prestar assistência, o que justifica sua ação.
A Constituição Federal de 1988 garante a inviolabilidade do domicílio, mas prevê exceções para casos de socorro.
Além disso, a Lei nº 13.869/19, que trata do abuso de autoridade, isenta de penalidade quem ingressa em imóvel alheio para prestar ajuda em situações críticas.
Esses dispositivos legais fundamentam a conduta adequada de Mariah, que, portanto, não cometeu crime algum durante o ato de auxílio.
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