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Questão FC717638

Ana, servidora pública do Estado da Bahia, de forma dolosa, revelou à imprensa local fato que teve ciência em razão de suas atribuições, colocando em risco a segurança da sociedade

Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992)

Instituto AVALIA · 2024

Ana, servidora pública do Estado da Bahia, de forma dolosa, revelou à imprensa local fato que teve ciência em razão de suas atribuições, colocando em risco a segurança da sociedade. Considerando o fato ocorrido e o disposto na Lei de Improbidade Administrativa, é correto afirmar que Ana

  1. deve responder por ato de improbidade que causa prejuízo ao erário.
  2. deve responder por ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública.
  3. deve responder por ato de improbidade que importa em enriquecimento ilícito.
  4. não responderá por improbidade, pois sua conduta não causou lesão ao erário.
  5. não responderá por improbidade, pois sua conduta não foi culposa.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A conduta de Ana configura ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública, conforme a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992, com redação dada pela Lei nº 14.230/2021).

Para essa tipificação exige‑se o elemento subjetivo doloso e a prática de revelar fato ou circunstância de que o agente teve ciência em razão das atribuições, quando tal informação deve permanecer em segredo e sua divulgação coloca em risco a segurança da sociedade ou do Estado. Esses requisitos estão previstos no art. 11, inc. III.

A responsabilização dispensa prova de lesão ao erário ou enriquecimento ilícito, bastando a lesividade relevante ao bem jurídico tutelado. As consequências podem incluir sanções administrativas e civis, como perda da função, suspensão de direitos políticos e multa.

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