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Questão FC816313

A probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções é tutelada pelo sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa. De acordo com o previsto na

Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992)

SELECON · 2024

A probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções é tutelada pelo sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa. De acordo com o previsto na Lei de Improbidade Administrativa (LIA):

  1. são aplicadas as sanções penais em caráter retroativo aos atos ilícitos civis que redundaram em enriquecimento ilícito
  2. o agente a ser responsabilizado pela lei é o servidor público e todo o sujeito que exerce função pública, exceto se assim se encontrar em estado transitório ou sem remuneração
  3. as sanções previstas na LIA não se aplicam aos atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada que receba subvenção de entes públicos
  4. as condutas que resultam em atos de improbidade administrativa estão integralmente tipificadas na LIA, que revogou leis especiais que também versavam sobre o tema
  5. afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa aponta que o simples exercício do cargo ou o cumprimento de atribuições públicas não é suficiente para caracterizar improbidade.
Mero exercício da função significa atos praticados no âmbito regular do poder-dever administrativo.

Para que haja responsabilidade é necessária a prova de ato doloso com fim ilícito: isto é, intenção dirigida a obter vantagem indevida, causar dano ao erário ou afrontar princípios administrativos.

Na prática, erros formais, decisões discricionárias legítimas ou condutas em boa-fé não configuram improbidade, salvo quando houver elementos que demonstrem a existência do dolo e do propósito ilícito.

O ônus da prova cabe à parte autora da ação: é ela quem deve demonstrar o nexo entre a vontade dolosa e o resultado ilícito.

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