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Questão FC822335

Leia o caso a seguir. J.P.S. é diretora em uma escola de ensino fundamental da rede pública, na qual trabalha com turmas do primeiro ao quinto ano. Ela percebeu que um dos alunos,

Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Instituto Verbena · 2026

Leia o caso a seguir.

 

J.P.S. é diretora em uma escola de ensino fundamental da rede pública, na qual trabalha com turmas do primeiro ao quinto ano. Ela percebeu que um dos alunos, frequentemente vinha para a escola com hematomas nos braços, no tórax e na cabeça. Não parecia um caso esporádico, e J.P.S buscou mais informações sobre a família da criança. Sua suspeita parece consistente: trata-se possivelmente de um caso de violência contra criança.

 

Tendo fortes indícios que este é um fato, e considerando o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente em seus artigos 13 e 56, a referida diretora deve comunicar o ocorrido

  1. ao Conselho Escolar para que este notifique o Conselho Tutelar.
  2. ao Conselho Tutelar para que este tome as medidas cabíveis.
  3. ao coletivo da escola para juntos decidirem se devem comunicar outras instâncias sobre os fatos apurados.
  4. aos pais ou responsáveis, pois são os principais interessados no bem-estar da criança e possuem sua tutela legal.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Conselho Tutelar — a diretora deve comunicar imediatamente o caso ao órgão, por se tratar de uma obrigação legal prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Art. 13 determina que suspeita ou confirmação de maus-tratos será comunicada ao Conselho Tutelar. O Art. 56 estabelece que os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comuniquem esses casos ao mesmo órgão.

Essa comunicação visa a proteção da criança, permitindo ao Conselho Tutelar adotar medidas protetivas imediatas, articular serviços de saúde e assistência social e encaminhar às demais autoridades competentes quando necessário.

Tratando‑se de possível violência, a ação deve ser prontamente formalizada ao Conselho Tutelar, independentemente de consentimento familiar, para resguardar a vítima.

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